14/07/2006

Contra factos...


Como lusitano e beirão venho desta forma em defesa do AJ perante os mais acérrimos criticos que afirmam que só fotografa lixo... fica aqui a prova! Um velho carvalho destroçado e à beira do fim! Ali mesmo, na Cava de Viriato!

12/07/2006

De noite ou de dia...

A tratar da saúde ao pessoal...

Gentileza do AJ

09/07/2006

Infelizmente há disto na minha Cava

Foto do AJ - Sem comentários...

1ª Ópera VIRIATO


O que melhor fixamos não é o que aprendemos mas o que amamos. Nas planícies de Castela, onde outrora houve lugares pantanais e florestas de fetos como leques cobrindo a luz do sol, eu passei um dia. Na estrada para Zamora lá estava a casa que o meu avô construiu com o engenho que lhe era próprio. Era um homem empreendedor e com mau génio que era indício de fazedor de reinos, quando havia reinos para fazer. Devias ficar-lhe bem a cota de malha e o brial com plumas. Como a Viriato, quando se deu conta que o modo de vestir torna urgente o respeito e a vassalagem. Sempre ouvi, na estreita paróquia lá de casa, que o braço de Viriato estava nas armas de Zamora. Não um braço de pastor, mas o de um guerreiro. No ano de 1904, em doze de Janeiro, Zamora descerra a estátua de Viriato erguida sobre uma enorme pedra granítica de Sayago. Desde a minha infância que eu ouvi as pícaras histórias de sayagueses, famosos pelo génio calado e recolhido. (…) Em terceiro lugar (coisa extraordinária), o licor Viriato, feito na pequena fábrica de Corrales, foi invenção do meu avô Lourenço, homem de muitos engenhos e competências, e que nesse começo de século se casou em Corrales del Vino com uma mulher formosa de nome Agustina.(…)

“Fama e Segredo na História de Portugal”, de Agustina Bessa-Luís Ficção, Romance Histórico Desenhos, Colagens e Fotografias de Luís Miguel Castro Concepção artística de Luís Miguel Castro, Vinhetas dos capítulos de Tomás Pracana Colecção três sinais, da Guerra & Paz, Editores, S.A., Maio de 2006

07/07/2006

Imperador Romano


Os Imperadores romanos procuravam não vestir a toga púrpura: a recordação de Júlio César aterrava-os. Domiciano foi o primeiro que a usou. A toga imperial tinha bordada uma ampla orla dourada. No tempo de Séptimo Severo, a toga desapareceu e só ficou a barra dourada a ouro, que designava os altos funcionários. Como insígnias, o imperador ostentava uma coroa de folhas de louro, douradas e um ceptro de marfim com uma águia de ouro pousada em cima.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme

ET: Diz-me o AJ que está prestes a esgotar esta colecção de cromos. Espero que tenha mais no baú! Há por aí pelo burgo uma data de "cromos" mas não têm lugar neste blog!

06/07/2006

SOS Viriato

Para quando for necessário, esperemos que nunca!
O Viriato também aqui está presente!

Faz o que eu digo

O AJ quando me enviou esta foto fez-me lembrar um ditado já dos tempos dos meus avós lusitanos... faz o que eu digo, não faças o que eu faço!
A Câmara deveria lê-lo bem e fazer o que pede aos cidadãos pois na Cava não existe qualquer recipiente para colocar o lixo! Ora confira aqui!

05/07/2006

Viriato Rock

Lá por fora, continuam a venerar-me... Até camisolas me fazem! E, por cá?

04/07/2006

Rei lá fora...

O AJ avisou-me desta forma que vou ser Rei em Mérida... Vá lá, cá no burgo sou um triste ignorado! Também vos deixo aqui dois links para me visitarem (Festival e cidade de Mérida). Olhem, que isto até me dói... os nuestros hermanos a promoverem as suas cidades, o seu turismo com a minha figura e aqui, nem o lixo me tiram da Cava! Arre, que mé(ri)da esta!

03/07/2006

A minha escola

E, na Escola com o meu nome ganhou o prémio ‘melhor peça’, da 6.ª edição do ‘Festival de Teatro Jovem’, lembra-me o AJ e bem! A juventude envolvida "e não só" estão de parabéns

02/07/2006

Travessa de Viriato

O AJ hoje dedicou um pouco de atenção à Travessa de Viriato

Foto da entrada da Travessa de Viriato do lado sul - junto ao túnel de Viriato;Janelas com azulejos da moradia do nº 27;

Varanda com vasos com flores no n º 35.

A placa toponímica não existe...bem a procurou o AJ mas foi em vão. O piso da travessa está num estado deplorável. A calçada à portuguesa está muito, mal, remendada com alcatrão e cheia de irregularidade e buracos. O mesmo é válido para a Rua Capitão Salomão que fica em paralelo. Foi prometido aos vizinhos e moradores o arranjo destas artérias quando das obras do Programa Polis e até agora...

26/06/2006

A marcha de Viriato

A Escola Secundária de Viriato esteve assim nas Marchas!

Fiquei muito contente e por breves momentos deu para esquecer as angústias e misérias do burgo... e, estas fotos do AJ servem para recordar!

25/06/2006

Dia de Lusitanos

No dia das Cavalhadas andou por aqui o "Lusitano"
ET: Saiba mais aqui e aqui

24/06/2006

Centurião Romano


Para manterem a supremacia sobre os povos subjugados, os Romanos tinham uma bem montada máquina de guerra. As suas legiões, para melhor disciplina, estavam divididas em “centúrias” (100 homens) comandadas por um centurião que fazia cumprir as ordens superiores. Os centuriões e os outros combatentes de categoria usavam uma espécie de albornoz provido de capuz, ao qual davam o nome de “penula”.

In "História do Trajo Universal", Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas, Lisboa, 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.


O AJ, lembra ainda que quem quiser "brincar" de Centurião deve ler as condições e inscrever-se
aqui.

23/06/2006

Ah, finalmente malta amiga




Campo de Viriato, 15 horas e alguns minutinhos, dia 21 de Junho de 2006.. Hoje até me assustei! De repente, do pequeno autocarro vindo dos lados do ex-quartel da GNR saiu a correr na minha direcção um grupo de "jovens" que vinha visitar os Heróis Lusitanos! Fizeram uma pequena festa com fotos e carícias na malta por aqui... talvez fossem velhos conhecidos? Pareciam apressados mas, não quiseram vir a Viseu sem visitar cá o Viriato e os meus guerreiros. Ainda bem que não subiram à Cava e não viram a desgraça que por alí vai! Alguns mais sensíveis poderiam desfalecer ou ter algum ataque! E, também não percebi porque ficaram tão espantados com a rede... o AJ registou o momento mas também não lhes soube explicar e não sei se na Praça da República alguém saberá!

20/06/2006

Leitura aconselhada pelo AJ


“A Terra de Endovélico – O Deus dos Lusitanos”; Autor: José Galambas; Prefácio: Manuel Calado; Revisão: Luís-Carlos Silva; Ilustrações: Eunice Gomes; Colecção: Ventos do Imaginário; 1ª Edição Maio de 2006; Editora: Zéfiro – Edições e Actividades Culturais, Unipessoal Lda., Apartado 1047 - 2856 - 909 Corroios – Portugal.
José Galambas nasceu em Setúbal a 13 de Novembro de 1973. Licenciado em Investigação Social Aplicada pela Universidade Moderna. Colabora permanentemente em diversos Blogues na Internet e escreve regularmente há vários anos, tendo publicado textos no Boletim Lusophia.
“A Terra de Endovélico – O Deus dos Lusitanos” é o seu primeiro romance publicado.

Chuta para canto...

Lembra-me o AJ que, cá pelo burgo ainda há quem teime em usar o meu simbolo, mesmo estando na situação de "fantasmas"... A SAD e os dinheirinhos, onde estão?

19/06/2006

Mais rápido não há

Mesmo perto do Lidl de Pascoal ... passe a publicidade e, descoberto pelo AJ!

17/06/2006

Apelo à revolta?


O "Postal da Semana" do "Jornal da Beira", do dia 15 vem em defesa da nossa Cava. E, é curioso até... desta feita o autor do Postal parece zangado com a Câmara... Ele que costuma dizer sempre ámen, faz um apelo à revolta. mas, não admira, pois já são tantas que a coisa está a ficar feia! A propósito, estive aqui com o AJ que me mostrou o artigo e eu mostrei-lhe que ainda está tudo na mesma... senão até pior!

A mulher etrusca


Aos poucos o AJ vai completando a minha colecção de cromos e preenchendo as memórias do meu tempo. Onde terá ele este baú? Hoje mandou-me um que ilustra as mulheres estruscas que, segundo me recordo, "usavam um comprido vestido cingido ao corpo, que alargava em baixo, e com mangas folgadas. Quando saíam, punham um manto igual ao dos homens, deitado sobre os ombros. As indústrias de cerâmica e metais atingiram elevado desenvolvimento, e a ornamentação acusava uma tendência oriental, semelhante à assírica e, mais tarde à grega. "
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme

16/06/2006

Revista Viseu


VISEU REVISTA – Ano 4, nº6, Agosto de 2005
Director: José M. Ferreira Silva “Martins”
Redacção: Rua Augusta Cruz, 32 em Viseu
Colaboradores neste número: António Dório, I. Martins (OFS), J. M. Silva, J. Monteiro, Manuel César, M.M.C., Revista Mensageiro Stº. António.
Edição, elaboração e impressão: Silva & Martins; Lda.. – Rua S. Francisco – Monte Salvado (Via St. Estêvão) 3510 Viseu
Publicação periódica, 1000 exemplares, Distribuição Gratuita

O Aj enviou-me imagem da capa da Viseu Revista de Agosto de 2005 e texto da sua ficha técnica. Aqui se confirma que eu, Viriato sou o ícone maior da Senhora da Beira. Um olhar mais atento permite descortinar que na foto, na altura, não empunhava a sua falcata. Aliás há em Viseu quem ainda não saiba que a minha "espada" já foi reposta. Esta nova já é a terceira....Os meus guerreiros esses tiveram menos sorte ! E a Cava então... sorte? Nem vê-la!


12/06/2006

Descobrindo


“Como Viviam os Romanos”, de Jonh Guy – Descobrir… Como era ser soldado nas legiões Romanas Como os Romanos inventaram o aquecimento central Como eram as casas romanas A forma como os gladiadores lutavam até à morte no Coliseu Como construíam a rede de estradas O mundo fascinante dos deuses romanos Que os costumes romanos relativos ao casamento ainda são usados e muito mais… Ilustrado com mais se 100 espantosas imagens a cores, descobre como Roma cresceu a partir de uma pequena cidade-estado e se tornou num dos mais poderosos impérios da História.. Ticktock Publishing Ltd. UK, Colecção Civilizações Antigas, 1ª Edição Portuguesa da Didáctica Editora, Lisboa. Da livraria do AJ

11/06/2006

Será desta?

Depois de muito me ter queixado por aqui, os jornais dão conta que acordaram para o problema que se vive na minha Cava. Mas, como já há tempos em 2002 se prometia por aqui isso, nunca fiando!...

Até lá, o AJ vai manter-se na torre a vigiar o assunto...

A ver se história doutros tempos, da Serração de madeiras de Viriato, hoje lixo, desaparece de vez e o espaço recupera a dignidade que merece!

Honremos estes Heróis... Preserve-se a Cava de Viriato!

05/06/2006

Viriato na net

Há por aqui mais histórias minhas...

04/06/2006

Guerreiros do meu tempo - o Etrusco


Os elmos dos Etruscos, ou rasenas, revelavam características asiáticas e gregas. As couraças, pesadas, eram feitas de lâminas de bronze que rodeavam todo o tronco. A nobreza etrusca, muito afeiçoada às corridas de carros, prestava, de preferência serviço na arma de cavalaria. A nação etrusca, lutando ao Norte com os aguerridos celtas, e, ao Sul, com os Romanos, mostrou-se menos apta para a luta que os demais povos da Itália, em significativa coincidência com o luxo desmedido e a efeminação que enfraqueceram as forças nacionais.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

01/06/2006

29/05/2006

Vá lá, já há quem me defenda

"Se Viriato fosse francês já tinham feito cinco filmes e se fosse americano Harrison Ford teria feito de guerrilheiro e já tinha conseguido um Óscar"...
José Arimateia

Viriato na Feira?



O AJ viu este objecto à porta duma empresa de publicidade, na Av. 5 de Outubro/Circunvalação. O "Caixote" destina-se a indicar as direcções ou será apenas uma proposta?

25/05/2006

Romano da Classe Patrícia


O traje nacional dos romanos era a toga, manto cortado em oval, três vezes mais comprido e duas vezes mais largo do que a estatura de um homem. A cor da toga era peculiar a cada categoria social. Os senadores e homens de estado usavam a toga “cândida”, branca, e os generais vitoriosos punham a toga “picta”, de púrpura bordada a ouro.
As conquistas exerceram grande influência no modo de vestir dos romanos, despertando neles o amor pelo luxo, que substituiu a antiga singeleza.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
Cromos do AJ

22/05/2006

Locais de Viriato

E aqui há Viriato na cultura local...

Mais Viriato na net


Por aqui também aparece a minha figura...

21/05/2006

O AJ estava lá por perto...


Ora, vejam lá que já não me posso queixar... Então não é que "uns inteligentes", não sei se receberam ordens por carta, vieram deitar herbicida na minha Cava em vez de limparem a vegetação, como era meu desejo. Pontenciaram a ocorrência de fogo posto e já não é a primeira vez... ou eles não sabem?

18/05/2006

Tudo num clique

Este passeio fotográfio é um retrato vivo da minha Cava...
Trabalho do AJ

15/05/2006

Tribuno Romano

Tinha imponência o uniforme dos tribunos. A couraça era de bronze ou prata, com figuras repuxadas e incrustações de ouro, e assinalava os contornos do corpo. O capacete era também de relevos de ouro, com cimeira e orelheiras cinzeladas que envolviam o rosto como uma máscara. Em campanha, costumavam usar um manto cor de púrpura chamado “ palundamentum”.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme
(Cromos do AJ)

Palavras, para quê?

14/05/2006

Viriato a preto e branco

Viriato e o 14 de Infantaria na pintura de Maria José Gustavo

12/05/2006

A VIRIATO (Poema)



O tempo passa, d’ampulheta a areia
De quantas vidas a memoria apaga!...
Em quantos craneos aniquilla a ideia!...
Em quantos peitos o sentir esmaga!...

.....

Não morrem os heroes; não, que da morte
O gelo só destróe a vã materia.
Que importa ao bravo que o soprar do norte
Lhe varra as cinzas na mansão funeria?

Que a fama ao dar seus feitos á memoria
Dá-lhe tropheus de gloria immorredouros;
Grava seu nome nos annaes da historia
Cobre-lhe a campa de perennes louros.

Tal Viriato, o pastor humilde, obscuro,
A quem o amor da patria fez guerreiro,
Quebrando do sepulcro o gelo duro
E’hoje inda entre heroes, o heroe primeiro.
....
Depois erguendo o gigantesco braço,
Brandindo a larga folha do montante,
Com a vista d’aguia perscrutando o espaço
Saudou a guerra n’este brado: “Ávante!...”

E correu a salvar a patria escrava
Do jugo do romano que a opprimia;
E em face das victorias que ganhava
Mais o seu valor no peito reaccendia.
....
Mas a traição velava: a lei da sorte
Tinha marcado o termo ao seu destino:
E o bravo adormecendo achou a morte
No ferro mercenario do assassino.

Sucumbiu à traição; mas a memoria
Cobriu-lhe a campa de perenes louros;
E após annos sem fim a luza historia
Seu nome ensinará sempre aos vindouros.

Patria de Viriato, que tiveste
Seu culto e seus afectos mais latentes;
Vizeu; tu que na gloria adormeceste
Sobre os louros do heroe sempre virentes,

Foi-te bello o acordar! Que o monumento
Que te erige este livro, bello e ousado,
Tem por base o progresso e por cimento,
- As glorias dos heroes do teu passado -


Porto, 20 de Julho de 1883
D. CLORINDA DE MACEDO

(enviado pelo AJ)

10/05/2006

Cava de Viriato


“Os fados porque tem passado o nosso monumento da Cava, tem-lhe sido pouco favoraveis. D’antigas Memorias sabemos que em 18 de abril de 1461 o cabido da Sé de Vizeu tomára posse da Cava de Viriato em terras que até áquelle tempo erão de Reguengo. Achava-se então com portas que se abrião e fechavão, como fosse necessário, e dentro havia huma capela do titulo de S. Jorge.”
“Uma ordem regia do anno de 1728 mandou que a Cava de Viriato fosse medida e apêgada. Achou-se que ainda então os muros, ou aterros, tinhão trez lanças d’altura com 40 palmos de largura no cimo. He provável que na sua origem rematassem em cavallete, pelo que já advertimos.”
“Segundo o auctor do Elucidário a lança era huma medida agrária, que constava de 25 palmos craveiros.”
“Os muros derão um circuito de 3:065 passos andantes, apresentando quatro grandes aberturas, que tiverão cantaria com portas; obra dos mesmos romanos. Existia somente o vão dos portaes, porque a pedra, como refere Fr. Manoel da Esperança, fôra tirada para a edificação do convento de S. Francisco d’Orgens; o que alguns affirmão ter sido por provizão de D. Afonso V. Entre tanto podemos assegurar que no cartório daquelle extincto convento não existia este documento.”
“A camara municipal, em Junho de 1818, a instancias do general da província, António Marcellino Victoria, mandou levantar marcos pelo circuito interno e externo dos muros da Cava; porem esta providencia baldou-se, porque já dantes os lados orientais, equados ao solo, se achavão alienados em aforamento; e os restantes continuarão , sem embargo, a ser acommetidos pelas cerceaduras e escavações dos possuidores das glebas contiguas. Finalmente este monumento veneravel parece que se vai despedindo da geração actual, e a seguinte por certo que não tardará a derrear-lhe o dorso por essas planicies. Saudemol-o pois!... já que os homens da governança não querem intender nestas archeologias, e os cobiçosos visinhos vão cavando para si.”

A Cava na actualidade

Não sabemos quando nem por quem foi feita a Cava – e muito provavelmente foi um dos Campos de César ou Castra Hiberna dos romanos, fundada por estes e não pelo antigos habitantes da Lusitania, pois era uma fortificação muito importante, muito luxuosa para aquelles tempos.
Ella hoje apenas tem muros – grandes marachões – de terra, mas já teve portas, seteiras e revestimento parcial ou total de boa pedra. D’ali foi muita para o convento d’Orgens, em virtude do alvará de D. Affonso V, apontado supra, com data de 1460, mas ainda em 1630 a 1636 o dr. Botelho descrevendo-a dizia como testemunha ocular o seguinte: “A opinião de ser real de Nigidio fica bem refutada com a vista d’este edifício, que alem de ser huma cousa tão grande, e forte, neste mesmo muro de pedra (onde já entramos) que não foi feito ao acaso, nem para uma defesa momentanea… (…)
Com o decorrer do tempo tem sofrido muito e já não é a sombra do que foi. Perdeu todo, absolutamente todo o seu revestimento de pedra; dos largos fossos que a circuitavam apenas resta um pequeno lanço; os seus muros são hoje apenas marachões de terra, mas ainda assim marachões grandiosos, imponentes, que despertam a atenção dos forasteiros, como já nos succedeu, quando nos abeirámos delles em 1862.

José de Oliveira Berardo, citado e Pedro Augusto Ferreira In, PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade.
Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.
Enviado pelo AJ

07/05/2006

Porta - Insígnia Romano

O porta - insígnia, ou aquilifero, distinguia-se por levar sobre a cabeça uma pele de lobo ou de leão, à maneira de capa. As insígnias guerreiras compunham-se de figuras de bronze, medalhões, coroas, águias, etc., postas umas sobre as outras no alto de uma vara. Usava, como todo o soldado, os calções de couro, subúcula e um gibão também de couro, loriga, além da espada.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

Da colecção de cromos do AJ

05/05/2006

VIRIATO no Album de Viseu (do AJ)


Conta-nos a tradição de muitos seculos, e ainda a historia, que, um dia, o Senado de Roma viu entravada a roda do seu carro triumphante nos Comoros escarpados dos Herminios, que um simples pastor guardava.
Esse pastor obscuro mas livre com as auras que lhe açoutavam os compridos cabellos da côr do ebano, e lhe refrigeravam a fronte angulosa e tisnada dos sóes das serranias, chamava-se Viriato.
Creâra-se alli, - na serra-, ao som das buzinas pegureiras chamando os rebanhos a seus redis, e do zumbir das pedras dos fundibulários, arremeçados com mão certeira sobre as turmas inimigas.
Seus avós foram os guerreiros de Tesino, e de Trébia, - os leões de Trasimeno, - e os heróes de Cannas.
Amavam todos a liberdade com um ardor selvagem… mais ainda do que a Endovellico de que lhes fallava o druida entre as paredes dos carns.
Uma noute, quando o herculeo pastor descançava em estreita cabana, - construída de troncos d’arvores e de mirrada folhagem, -ouviu-se perto, - no valle, - um rumor de homens que se abeiravam da serra, e logo um tinir d’armas, e um relinchar de corceis.
Eram os romanos, que vinham tomar de surpreza como miseros bandoleiros, o baluarte inexpugnavel que a natureza havia architectado para berço dos Apimanos, dos Canteros, Cezariões e Viriatos.
E á voz imperiosa de Sérvio Galba, os soldados da republica cahem de chofre sobre os desprecavidos pastores, - porque ao traiçoeiro capitão faltavam ainda umas manchas de sangue a collorirem-lhe a sua historia d’aleivosias. (…)
Mais tarde quando o colloso do Tibre já tinha assignado um tratado por onde reconhecia a independencia dos lusitanos, - um general cobarde – Quinto Scipião, - seduziu dous degenerados pésures, que assassinaram o caudillo.
Quando a cabeça de Viriato rolou no chão, subvertia-se n’esse momento a obra da autonomia dos lusitanos, que elle começava a erigir sobre os rochedos da sua serra, e por cima das ossadas das aguias de Negidio, que eram irmãs dos abutres de Servio Galba.

Vizeu.

OLIVEIRA MASCARENHAS
In, “Album de Viseu” - Ilustrado com os retratos de- Viriato, João de Barros, D. Duarte, João Mendes, Bispo de Viseu e estampas da cidade – cava de Viriato, Abravezes, S. Francisco d’Orgens, Praça dois de Maio, Sé, etc.
Textos de diversos colaboradoras e colaboradores, à volta de Viseu, de viseenses ilustres e ainda pequenos contos, prosas e versos de motivos vários ( Organizados por Camillo Castelo Branco ?).
Typographia Universal, Rua do Almada, 347, Porto - 1884

02/05/2006

Queixas e mais queixas

E, de novo nos jornais. E, se querem uma solução rápida, procedam às necessárias obras de melhoramento e recuperação da minha zona e mandem a conta ao IPPAR. Vão ver que para a próxima não demoram a responder! Agora, deixaram-me assim, neste estado é que não é solução!