O Viriato também aqui está presente!
06/07/2006
Faz o que eu digo
O AJ quando me enviou esta foto fez-me lembrar um ditado já dos tempos dos meus avós lusitanos... faz o que eu digo, não faças o que eu faço!05/07/2006
04/07/2006
Rei lá fora...
O AJ avisou-me desta forma que vou ser Rei em Mérida... Vá lá, cá no burgo sou um triste ignorado! Também vos deixo aqui dois links para me visitarem (Festival e cidade de Mérida). Olhem, que isto até me dói... os nuestros hermanos a promoverem as suas cidades, o seu turismo com a minha figura e aqui, nem o lixo me tiram da Cava! Arre, que mé(ri)da esta!03/07/2006
A minha escola
E, na Escola com o meu nome ganhou o prémio ‘melhor peça’, da 6.ª edição do ‘Festival de Teatro Jovem’, lembra-me o AJ e bem! A juventude envolvida "e não só" estão de parabéns02/07/2006
Travessa de Viriato
O AJ hoje dedicou um pouco de atenção à Travessa de Viriato
Foto da entrada da Travessa de Viriato do lado sul - junto ao túnel de Viriato;
Janelas com azulejos da moradia do nº 27;
Foto da entrada da Travessa de Viriato do lado sul - junto ao túnel de Viriato;
Janelas com azulejos da moradia do nº 27; A placa toponímica não existe...bem a procurou o AJ mas foi em vão. O piso da travessa está num estado deplorável. A calçada à portuguesa está muito, mal, remendada com alcatrão e cheia de irregularidade e buracos. O mesmo é válido para a Rua Capitão Salomão que fica em paralelo. Foi prometido aos vizinhos e moradores o arranjo destas artérias quando das obras do Programa Polis e até agora...
26/06/2006
25/06/2006
24/06/2006
Centurião Romano

Para manterem a supremacia sobre os povos subjugados, os Romanos tinham uma bem montada máquina de guerra. As suas legiões, para melhor disciplina, estavam divididas em “centúrias” (100 homens) comandadas por um centurião que fazia cumprir as ordens superiores. Os centuriões e os outros combatentes de categoria usavam uma espécie de albornoz provido de capuz, ao qual davam o nome de “penula”.
In "História do Trajo Universal", Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas, Lisboa, 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
In "História do Trajo Universal", Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas, Lisboa, 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
O AJ, lembra ainda que quem quiser "brincar" de Centurião deve ler as condições e inscrever-se aqui.
23/06/2006
Ah, finalmente malta amiga



Campo de Viriato, 15 horas e alguns minutinhos, dia 21 de Junho de 2006.. Hoje até me assustei! De repente, do pequeno autocarro vindo dos lados do ex-quartel da GNR saiu a correr na minha direcção um grupo de "jovens" que vinha visitar os Heróis Lusitanos! Fizeram uma pequena festa com fotos e carícias na malta por aqui... talvez fossem velhos conhecidos? Pareciam apressados mas, não quiseram vir a Viseu sem visitar cá o Viriato e os meus guerreiros. Ainda bem que não subiram à Cava e não viram a desgraça que por alí vai! Alguns mais sensíveis poderiam desfalecer ou ter algum ataque! E, também não percebi porque ficaram tão espantados com a rede... o AJ registou o momento mas também não lhes soube explicar e não sei se na Praça da República alguém saberá!
20/06/2006
Leitura aconselhada pelo AJ

“A Terra de Endovélico – O Deus dos Lusitanos”; Autor: José Galambas; Prefácio: Manuel Calado; Revisão: Luís-Carlos Silva; Ilustrações: Eunice Gomes; Colecção: Ventos do Imaginário; 1ª Edição Maio de 2006; Editora: Zéfiro – Edições e Actividades Culturais, Unipessoal Lda., Apartado 1047 - 2856 - 909 Corroios – Portugal.
José Galambas nasceu em Setúbal a 13 de Novembro de 1973. Licenciado em Investigação Social Aplicada pela Universidade Moderna. Colabora permanentemente em diversos Blogues na Internet e escreve regularmente há vários anos, tendo publicado textos no Boletim Lusophia.
“A Terra de Endovélico – O Deus dos Lusitanos” é o seu primeiro romance publicado.
José Galambas nasceu em Setúbal a 13 de Novembro de 1973. Licenciado em Investigação Social Aplicada pela Universidade Moderna. Colabora permanentemente em diversos Blogues na Internet e escreve regularmente há vários anos, tendo publicado textos no Boletim Lusophia.
“A Terra de Endovélico – O Deus dos Lusitanos” é o seu primeiro romance publicado.
19/06/2006
17/06/2006
Apelo à revolta?

O "Postal da Semana" do "Jornal da Beira", do dia 15 vem em defesa da nossa Cava. E, é curioso até... desta feita o autor do Postal parece zangado com a Câmara... Ele que costuma dizer sempre ámen, faz um apelo à revolta. mas, não admira, pois já são tantas que a coisa está a ficar feia! A propósito, estive aqui com o AJ que me mostrou o artigo e eu mostrei-lhe que ainda está tudo na mesma... senão até pior!
A mulher etrusca

Aos poucos o AJ vai completando a minha colecção de cromos e preenchendo as memórias do meu tempo. Onde terá ele este baú? Hoje mandou-me um que ilustra as mulheres estruscas que, segundo me recordo, "usavam um comprido vestido cingido ao corpo, que alargava em baixo, e com mangas folgadas. Quando saíam, punham um manto igual ao dos homens, deitado sobre os ombros. As indústrias de cerâmica e metais atingiram elevado desenvolvimento, e a ornamentação acusava uma tendência oriental, semelhante à assírica e, mais tarde à grega. "
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme
16/06/2006
Revista Viseu

VISEU REVISTA – Ano 4, nº6, Agosto de 2005
Director: José M. Ferreira Silva “Martins”
Redacção: Rua Augusta Cruz, 32 em Viseu
Colaboradores neste número: António Dório, I. Martins (OFS), J. M. Silva, J. Monteiro, Manuel César, M.M.C., Revista Mensageiro Stº. António.
Edição, elaboração e impressão: Silva & Martins; Lda.. – Rua S. Francisco – Monte Salvado (Via St. Estêvão) 3510 Viseu
Publicação periódica, 1000 exemplares, Distribuição Gratuita
O Aj enviou-me imagem da capa da Viseu Revista de Agosto de 2005 e texto da sua ficha técnica. Aqui se confirma que eu, Viriato sou o ícone maior da Senhora da Beira. Um olhar mais atento permite descortinar que na foto, na altura, não empunhava a sua falcata. Aliás há em Viseu quem ainda não saiba que a minha "espada" já foi reposta. Esta nova já é a terceira....Os meus guerreiros esses tiveram menos sorte ! E a Cava então... sorte? Nem vê-la!
12/06/2006
Descobrindo

“Como Viviam os Romanos”, de Jonh Guy – Descobrir… Como era ser soldado nas legiões Romanas Como os Romanos inventaram o aquecimento central Como eram as casas romanas A forma como os gladiadores lutavam até à morte no Coliseu Como construíam a rede de estradas O mundo fascinante dos deuses romanos Que os costumes romanos relativos ao casamento ainda são usados e muito mais… Ilustrado com mais se 100 espantosas imagens a cores, descobre como Roma cresceu a partir de uma pequena cidade-estado e se tornou num dos mais poderosos impérios da História.. Ticktock Publishing Ltd. UK, Colecção Civilizações Antigas, 1ª Edição Portuguesa da Didáctica Editora, Lisboa. Da livraria do AJ
11/06/2006
Será desta?
Depois de muito me ter queixado por aqui, os jornais dão conta que acordaram para o problema que se vive na minha Cava. Mas, como já há tempos em 2002 se prometia por aqui isso, nunca fiando!...05/06/2006
04/06/2006
Guerreiros do meu tempo - o Etrusco

Os elmos dos Etruscos, ou rasenas, revelavam características asiáticas e gregas. As couraças, pesadas, eram feitas de lâminas de bronze que rodeavam todo o tronco. A nobreza etrusca, muito afeiçoada às corridas de carros, prestava, de preferência serviço na arma de cavalaria. A nação etrusca, lutando ao Norte com os aguerridos celtas, e, ao Sul, com os Romanos, mostrou-se menos apta para a luta que os demais povos da Itália, em significativa coincidência com o luxo desmedido e a efeminação que enfraqueceram as forças nacionais.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
01/06/2006
29/05/2006
Vá lá, já há quem me defenda
"Se Viriato fosse francês já tinham feito cinco filmes e se fosse americano Harrison Ford teria feito de guerrilheiro e já tinha conseguido um Óscar"...
José Arimateia
José Arimateia
Viriato na Feira?
25/05/2006
Romano da Classe Patrícia
O traje nacional dos romanos era a toga, manto cortado em oval, três vezes mais comprido e duas vezes mais largo do que a estatura de um homem. A cor da toga era peculiar a cada categoria social. Os senadores e homens de estado usavam a toga “cândida”, branca, e os generais vitoriosos punham a toga “picta”, de púrpura bordada a ouro.
As conquistas exerceram grande influência no modo de vestir dos romanos, despertando neles o amor pelo luxo, que substituiu a antiga singeleza.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
Cromos do AJ
22/05/2006
21/05/2006
O AJ estava lá por perto...
Ora, vejam lá que já não me posso queixar... Então não é que "uns inteligentes", não sei se receberam ordens por carta, vieram deitar herbicida na minha Cava em vez de limparem a vegetação, como era meu desejo. Pontenciaram a ocorrência de fogo posto e já não é a primeira vez... ou eles não sabem?
18/05/2006
15/05/2006
Tribuno Romano
Tinha imponência o uniforme dos tribunos. A couraça era de bronze ou prata, com figuras repuxadas e incrustações de ouro, e assinalava os contornos do corpo. O capacete era também de relevos de ouro, com cimeira e orelheiras cinzeladas que envolviam o rosto como uma máscara. Em campanha, costumavam usar um manto cor de púrpura chamado “ palundamentum”.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme
(Cromos do AJ)
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme
(Cromos do AJ)
14/05/2006
12/05/2006
A VIRIATO (Poema)

O tempo passa, d’ampulheta a areia
De quantas vidas a memoria apaga!...
Em quantos craneos aniquilla a ideia!...
Em quantos peitos o sentir esmaga!...
.....
Não morrem os heroes; não, que da morte
O gelo só destróe a vã materia.
Que importa ao bravo que o soprar do norte
Lhe varra as cinzas na mansão funeria?
Que a fama ao dar seus feitos á memoria
Dá-lhe tropheus de gloria immorredouros;
Grava seu nome nos annaes da historia
Cobre-lhe a campa de perennes louros.
Tal Viriato, o pastor humilde, obscuro,
A quem o amor da patria fez guerreiro,
Quebrando do sepulcro o gelo duro
E’hoje inda entre heroes, o heroe primeiro.
....
Depois erguendo o gigantesco braço,
Brandindo a larga folha do montante,
Com a vista d’aguia perscrutando o espaço
Saudou a guerra n’este brado: “Ávante!...”
E correu a salvar a patria escrava
Do jugo do romano que a opprimia;
E em face das victorias que ganhava
Mais o seu valor no peito reaccendia.
....
Mas a traição velava: a lei da sorte
Tinha marcado o termo ao seu destino:
E o bravo adormecendo achou a morte
No ferro mercenario do assassino.
Sucumbiu à traição; mas a memoria
Cobriu-lhe a campa de perenes louros;
E após annos sem fim a luza historia
Seu nome ensinará sempre aos vindouros.
Patria de Viriato, que tiveste
Seu culto e seus afectos mais latentes;
Vizeu; tu que na gloria adormeceste
Sobre os louros do heroe sempre virentes,
Foi-te bello o acordar! Que o monumento
Que te erige este livro, bello e ousado,
Tem por base o progresso e por cimento,
- As glorias dos heroes do teu passado -
Porto, 20 de Julho de 1883
D. CLORINDA DE MACEDO
(enviado pelo AJ)
11/05/2006
10/05/2006
Cava de Viriato

“Os fados porque tem passado o nosso monumento da Cava, tem-lhe sido pouco favoraveis. D’antigas Memorias sabemos que em 18 de abril de 1461 o cabido da Sé de Vizeu tomára posse da Cava de Viriato em terras que até áquelle tempo erão de Reguengo. Achava-se então com portas que se abrião e fechavão, como fosse necessário, e dentro havia huma capela do titulo de S. Jorge.”
“Uma ordem regia do anno de 1728 mandou que a Cava de Viriato fosse medida e apêgada. Achou-se que ainda então os muros, ou aterros, tinhão trez lanças d’altura com 40 palmos de largura no cimo. He provável que na sua origem rematassem em cavallete, pelo que já advertimos.”
“Segundo o auctor do Elucidário a lança era huma medida agrária, que constava de 25 palmos craveiros.”
“Os muros derão um circuito de 3:065 passos andantes, apresentando quatro grandes aberturas, que tiverão cantaria com portas; obra dos mesmos romanos. Existia somente o vão dos portaes, porque a pedra, como refere Fr. Manoel da Esperança, fôra tirada para a edificação do convento de S. Francisco d’Orgens; o que alguns affirmão ter sido por provizão de D. Afonso V. Entre tanto podemos assegurar que no cartório daquelle extincto convento não existia este documento.”
“A camara municipal, em Junho de 1818, a instancias do general da província, António Marcellino Victoria, mandou levantar marcos pelo circuito interno e externo dos muros da Cava; porem esta providencia baldou-se, porque já dantes os lados orientais, equados ao solo, se achavão alienados em aforamento; e os restantes continuarão , sem embargo, a ser acommetidos pelas cerceaduras e escavações dos possuidores das glebas contiguas. Finalmente este monumento veneravel parece que se vai despedindo da geração actual, e a seguinte por certo que não tardará a derrear-lhe o dorso por essas planicies. Saudemol-o pois!... já que os homens da governança não querem intender nestas archeologias, e os cobiçosos visinhos vão cavando para si.”
A Cava na actualidade
Não sabemos quando nem por quem foi feita a Cava – e muito provavelmente foi um dos Campos de César ou Castra Hiberna dos romanos, fundada por estes e não pelo antigos habitantes da Lusitania, pois era uma fortificação muito importante, muito luxuosa para aquelles tempos.
Ella hoje apenas tem muros – grandes marachões – de terra, mas já teve portas, seteiras e revestimento parcial ou total de boa pedra. D’ali foi muita para o convento d’Orgens, em virtude do alvará de D. Affonso V, apontado supra, com data de 1460, mas ainda em 1630 a 1636 o dr. Botelho descrevendo-a dizia como testemunha ocular o seguinte: “A opinião de ser real de Nigidio fica bem refutada com a vista d’este edifício, que alem de ser huma cousa tão grande, e forte, neste mesmo muro de pedra (onde já entramos) que não foi feito ao acaso, nem para uma defesa momentanea… (…)
Com o decorrer do tempo tem sofrido muito e já não é a sombra do que foi. Perdeu todo, absolutamente todo o seu revestimento de pedra; dos largos fossos que a circuitavam apenas resta um pequeno lanço; os seus muros são hoje apenas marachões de terra, mas ainda assim marachões grandiosos, imponentes, que despertam a atenção dos forasteiros, como já nos succedeu, quando nos abeirámos delles em 1862.
José de Oliveira Berardo, citado e Pedro Augusto Ferreira In, PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade.
Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.
Enviado pelo AJ
“Uma ordem regia do anno de 1728 mandou que a Cava de Viriato fosse medida e apêgada. Achou-se que ainda então os muros, ou aterros, tinhão trez lanças d’altura com 40 palmos de largura no cimo. He provável que na sua origem rematassem em cavallete, pelo que já advertimos.”
“Segundo o auctor do Elucidário a lança era huma medida agrária, que constava de 25 palmos craveiros.”
“Os muros derão um circuito de 3:065 passos andantes, apresentando quatro grandes aberturas, que tiverão cantaria com portas; obra dos mesmos romanos. Existia somente o vão dos portaes, porque a pedra, como refere Fr. Manoel da Esperança, fôra tirada para a edificação do convento de S. Francisco d’Orgens; o que alguns affirmão ter sido por provizão de D. Afonso V. Entre tanto podemos assegurar que no cartório daquelle extincto convento não existia este documento.”
“A camara municipal, em Junho de 1818, a instancias do general da província, António Marcellino Victoria, mandou levantar marcos pelo circuito interno e externo dos muros da Cava; porem esta providencia baldou-se, porque já dantes os lados orientais, equados ao solo, se achavão alienados em aforamento; e os restantes continuarão , sem embargo, a ser acommetidos pelas cerceaduras e escavações dos possuidores das glebas contiguas. Finalmente este monumento veneravel parece que se vai despedindo da geração actual, e a seguinte por certo que não tardará a derrear-lhe o dorso por essas planicies. Saudemol-o pois!... já que os homens da governança não querem intender nestas archeologias, e os cobiçosos visinhos vão cavando para si.”
A Cava na actualidade
Não sabemos quando nem por quem foi feita a Cava – e muito provavelmente foi um dos Campos de César ou Castra Hiberna dos romanos, fundada por estes e não pelo antigos habitantes da Lusitania, pois era uma fortificação muito importante, muito luxuosa para aquelles tempos.
Ella hoje apenas tem muros – grandes marachões – de terra, mas já teve portas, seteiras e revestimento parcial ou total de boa pedra. D’ali foi muita para o convento d’Orgens, em virtude do alvará de D. Affonso V, apontado supra, com data de 1460, mas ainda em 1630 a 1636 o dr. Botelho descrevendo-a dizia como testemunha ocular o seguinte: “A opinião de ser real de Nigidio fica bem refutada com a vista d’este edifício, que alem de ser huma cousa tão grande, e forte, neste mesmo muro de pedra (onde já entramos) que não foi feito ao acaso, nem para uma defesa momentanea… (…)
Com o decorrer do tempo tem sofrido muito e já não é a sombra do que foi. Perdeu todo, absolutamente todo o seu revestimento de pedra; dos largos fossos que a circuitavam apenas resta um pequeno lanço; os seus muros são hoje apenas marachões de terra, mas ainda assim marachões grandiosos, imponentes, que despertam a atenção dos forasteiros, como já nos succedeu, quando nos abeirámos delles em 1862.
José de Oliveira Berardo, citado e Pedro Augusto Ferreira In, PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade.
Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.
Enviado pelo AJ
07/05/2006
Porta - Insígnia Romano
O porta - insígnia, ou aquilifero, distinguia-se por levar sobre a cabeça uma pele de lobo ou de leão, à maneira de capa. As insígnias guerreiras compunham-se de figuras de bronze, medalhões, coroas, águias, etc., postas umas sobre as outras no alto de uma vara. Usava, como todo o soldado, os calções de couro, subúcula e um gibão também de couro, loriga, além da espada.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
Da colecção de cromos do AJ
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
Da colecção de cromos do AJ
05/05/2006
VIRIATO no Album de Viseu (do AJ)

Conta-nos a tradição de muitos seculos, e ainda a historia, que, um dia, o Senado de Roma viu entravada a roda do seu carro triumphante nos Comoros escarpados dos Herminios, que um simples pastor guardava.
Esse pastor obscuro mas livre com as auras que lhe açoutavam os compridos cabellos da côr do ebano, e lhe refrigeravam a fronte angulosa e tisnada dos sóes das serranias, chamava-se Viriato.
Creâra-se alli, - na serra-, ao som das buzinas pegureiras chamando os rebanhos a seus redis, e do zumbir das pedras dos fundibulários, arremeçados com mão certeira sobre as turmas inimigas.
Seus avós foram os guerreiros de Tesino, e de Trébia, - os leões de Trasimeno, - e os heróes de Cannas.
Amavam todos a liberdade com um ardor selvagem… mais ainda do que a Endovellico de que lhes fallava o druida entre as paredes dos carns.
Uma noute, quando o herculeo pastor descançava em estreita cabana, - construída de troncos d’arvores e de mirrada folhagem, -ouviu-se perto, - no valle, - um rumor de homens que se abeiravam da serra, e logo um tinir d’armas, e um relinchar de corceis.
Eram os romanos, que vinham tomar de surpreza como miseros bandoleiros, o baluarte inexpugnavel que a natureza havia architectado para berço dos Apimanos, dos Canteros, Cezariões e Viriatos.
E á voz imperiosa de Sérvio Galba, os soldados da republica cahem de chofre sobre os desprecavidos pastores, - porque ao traiçoeiro capitão faltavam ainda umas manchas de sangue a collorirem-lhe a sua historia d’aleivosias. (…)
Mais tarde quando o colloso do Tibre já tinha assignado um tratado por onde reconhecia a independencia dos lusitanos, - um general cobarde – Quinto Scipião, - seduziu dous degenerados pésures, que assassinaram o caudillo.
Quando a cabeça de Viriato rolou no chão, subvertia-se n’esse momento a obra da autonomia dos lusitanos, que elle começava a erigir sobre os rochedos da sua serra, e por cima das ossadas das aguias de Negidio, que eram irmãs dos abutres de Servio Galba.
Vizeu.
OLIVEIRA MASCARENHAS
In, “Album de Viseu” - Ilustrado com os retratos de- Viriato, João de Barros, D. Duarte, João Mendes, Bispo de Viseu e estampas da cidade – cava de Viriato, Abravezes, S. Francisco d’Orgens, Praça dois de Maio, Sé, etc.
Textos de diversos colaboradoras e colaboradores, à volta de Viseu, de viseenses ilustres e ainda pequenos contos, prosas e versos de motivos vários ( Organizados por Camillo Castelo Branco ?).
Typographia Universal, Rua do Almada, 347, Porto - 1884
Esse pastor obscuro mas livre com as auras que lhe açoutavam os compridos cabellos da côr do ebano, e lhe refrigeravam a fronte angulosa e tisnada dos sóes das serranias, chamava-se Viriato.
Creâra-se alli, - na serra-, ao som das buzinas pegureiras chamando os rebanhos a seus redis, e do zumbir das pedras dos fundibulários, arremeçados com mão certeira sobre as turmas inimigas.
Seus avós foram os guerreiros de Tesino, e de Trébia, - os leões de Trasimeno, - e os heróes de Cannas.
Amavam todos a liberdade com um ardor selvagem… mais ainda do que a Endovellico de que lhes fallava o druida entre as paredes dos carns.
Uma noute, quando o herculeo pastor descançava em estreita cabana, - construída de troncos d’arvores e de mirrada folhagem, -ouviu-se perto, - no valle, - um rumor de homens que se abeiravam da serra, e logo um tinir d’armas, e um relinchar de corceis.
Eram os romanos, que vinham tomar de surpreza como miseros bandoleiros, o baluarte inexpugnavel que a natureza havia architectado para berço dos Apimanos, dos Canteros, Cezariões e Viriatos.
E á voz imperiosa de Sérvio Galba, os soldados da republica cahem de chofre sobre os desprecavidos pastores, - porque ao traiçoeiro capitão faltavam ainda umas manchas de sangue a collorirem-lhe a sua historia d’aleivosias. (…)
Mais tarde quando o colloso do Tibre já tinha assignado um tratado por onde reconhecia a independencia dos lusitanos, - um general cobarde – Quinto Scipião, - seduziu dous degenerados pésures, que assassinaram o caudillo.
Quando a cabeça de Viriato rolou no chão, subvertia-se n’esse momento a obra da autonomia dos lusitanos, que elle começava a erigir sobre os rochedos da sua serra, e por cima das ossadas das aguias de Negidio, que eram irmãs dos abutres de Servio Galba.
Vizeu.
OLIVEIRA MASCARENHAS
In, “Album de Viseu” - Ilustrado com os retratos de- Viriato, João de Barros, D. Duarte, João Mendes, Bispo de Viseu e estampas da cidade – cava de Viriato, Abravezes, S. Francisco d’Orgens, Praça dois de Maio, Sé, etc.
Textos de diversos colaboradoras e colaboradores, à volta de Viseu, de viseenses ilustres e ainda pequenos contos, prosas e versos de motivos vários ( Organizados por Camillo Castelo Branco ?).
Typographia Universal, Rua do Almada, 347, Porto - 1884
02/05/2006
Queixas e mais queixas
E, de novo nos jornais. E, se querem uma solução rápida, procedam às necessárias obras de melhoramento e recuperação da minha zona e mandem a conta ao IPPAR. Vão ver que para a próxima não demoram a responder! Agora, deixaram-me assim, neste estado é que não é solução!
30/04/2006
29/04/2006
Gladiador (Retiário)

Bem, a gaveta do AJ é um poço inesgotável de surpresas... E, por email chega-me mais um cromo dum dos meus inimigos do passado. Aqui vos deixo:
As armas dos gladiadores ofereciam fantástico aspecto. Os capacetes, com estranhos ornatos, tinham viseira fixa, que cobria todo o rosto, e onde apenas havia alguns furos estreitos para permitir a visão e a respiração. No braço direito, um mangote de malha de metal, e grevas acolchoadas nas pernas. Os retiários combatiam apenas com uma rede, na qual procuravam envolver o adversário, e um comprido tridente. Como defesa, um mangote de couro com protecção metálica para o ombro.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
27/04/2006
25/04/2006
Vias Romanas



A propósito de Roma, deixo-vos aqui, pela máquina digital do AJ, umas imagens que retratam a forma como, hoje, se cuidam das minhas vias romanas. Esta fica junto à Escola A. Perdigão em Abraveses e trata-se da uma das sete vias romanas com origem em Viseu. A via número dois de Viseu para Noroeste, por Moselos e São Pedro do Sul, indo entroncar algures com a via Olisipo (Lisboa) - Bracara (Braga).
24/04/2006
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