25/05/2006

Romano da Classe Patrícia


O traje nacional dos romanos era a toga, manto cortado em oval, três vezes mais comprido e duas vezes mais largo do que a estatura de um homem. A cor da toga era peculiar a cada categoria social. Os senadores e homens de estado usavam a toga “cândida”, branca, e os generais vitoriosos punham a toga “picta”, de púrpura bordada a ouro.
As conquistas exerceram grande influência no modo de vestir dos romanos, despertando neles o amor pelo luxo, que substituiu a antiga singeleza.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
Cromos do AJ

22/05/2006

Locais de Viriato

E aqui há Viriato na cultura local...

Mais Viriato na net


Por aqui também aparece a minha figura...

21/05/2006

O AJ estava lá por perto...


Ora, vejam lá que já não me posso queixar... Então não é que "uns inteligentes", não sei se receberam ordens por carta, vieram deitar herbicida na minha Cava em vez de limparem a vegetação, como era meu desejo. Pontenciaram a ocorrência de fogo posto e já não é a primeira vez... ou eles não sabem?

18/05/2006

Tudo num clique

Este passeio fotográfio é um retrato vivo da minha Cava...
Trabalho do AJ

15/05/2006

Tribuno Romano

Tinha imponência o uniforme dos tribunos. A couraça era de bronze ou prata, com figuras repuxadas e incrustações de ouro, e assinalava os contornos do corpo. O capacete era também de relevos de ouro, com cimeira e orelheiras cinzeladas que envolviam o rosto como uma máscara. Em campanha, costumavam usar um manto cor de púrpura chamado “ palundamentum”.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme
(Cromos do AJ)

Palavras, para quê?

14/05/2006

Viriato a preto e branco

Viriato e o 14 de Infantaria na pintura de Maria José Gustavo

12/05/2006

A VIRIATO (Poema)



O tempo passa, d’ampulheta a areia
De quantas vidas a memoria apaga!...
Em quantos craneos aniquilla a ideia!...
Em quantos peitos o sentir esmaga!...

.....

Não morrem os heroes; não, que da morte
O gelo só destróe a vã materia.
Que importa ao bravo que o soprar do norte
Lhe varra as cinzas na mansão funeria?

Que a fama ao dar seus feitos á memoria
Dá-lhe tropheus de gloria immorredouros;
Grava seu nome nos annaes da historia
Cobre-lhe a campa de perennes louros.

Tal Viriato, o pastor humilde, obscuro,
A quem o amor da patria fez guerreiro,
Quebrando do sepulcro o gelo duro
E’hoje inda entre heroes, o heroe primeiro.
....
Depois erguendo o gigantesco braço,
Brandindo a larga folha do montante,
Com a vista d’aguia perscrutando o espaço
Saudou a guerra n’este brado: “Ávante!...”

E correu a salvar a patria escrava
Do jugo do romano que a opprimia;
E em face das victorias que ganhava
Mais o seu valor no peito reaccendia.
....
Mas a traição velava: a lei da sorte
Tinha marcado o termo ao seu destino:
E o bravo adormecendo achou a morte
No ferro mercenario do assassino.

Sucumbiu à traição; mas a memoria
Cobriu-lhe a campa de perenes louros;
E após annos sem fim a luza historia
Seu nome ensinará sempre aos vindouros.

Patria de Viriato, que tiveste
Seu culto e seus afectos mais latentes;
Vizeu; tu que na gloria adormeceste
Sobre os louros do heroe sempre virentes,

Foi-te bello o acordar! Que o monumento
Que te erige este livro, bello e ousado,
Tem por base o progresso e por cimento,
- As glorias dos heroes do teu passado -


Porto, 20 de Julho de 1883
D. CLORINDA DE MACEDO

(enviado pelo AJ)

10/05/2006

Cava de Viriato


“Os fados porque tem passado o nosso monumento da Cava, tem-lhe sido pouco favoraveis. D’antigas Memorias sabemos que em 18 de abril de 1461 o cabido da Sé de Vizeu tomára posse da Cava de Viriato em terras que até áquelle tempo erão de Reguengo. Achava-se então com portas que se abrião e fechavão, como fosse necessário, e dentro havia huma capela do titulo de S. Jorge.”
“Uma ordem regia do anno de 1728 mandou que a Cava de Viriato fosse medida e apêgada. Achou-se que ainda então os muros, ou aterros, tinhão trez lanças d’altura com 40 palmos de largura no cimo. He provável que na sua origem rematassem em cavallete, pelo que já advertimos.”
“Segundo o auctor do Elucidário a lança era huma medida agrária, que constava de 25 palmos craveiros.”
“Os muros derão um circuito de 3:065 passos andantes, apresentando quatro grandes aberturas, que tiverão cantaria com portas; obra dos mesmos romanos. Existia somente o vão dos portaes, porque a pedra, como refere Fr. Manoel da Esperança, fôra tirada para a edificação do convento de S. Francisco d’Orgens; o que alguns affirmão ter sido por provizão de D. Afonso V. Entre tanto podemos assegurar que no cartório daquelle extincto convento não existia este documento.”
“A camara municipal, em Junho de 1818, a instancias do general da província, António Marcellino Victoria, mandou levantar marcos pelo circuito interno e externo dos muros da Cava; porem esta providencia baldou-se, porque já dantes os lados orientais, equados ao solo, se achavão alienados em aforamento; e os restantes continuarão , sem embargo, a ser acommetidos pelas cerceaduras e escavações dos possuidores das glebas contiguas. Finalmente este monumento veneravel parece que se vai despedindo da geração actual, e a seguinte por certo que não tardará a derrear-lhe o dorso por essas planicies. Saudemol-o pois!... já que os homens da governança não querem intender nestas archeologias, e os cobiçosos visinhos vão cavando para si.”

A Cava na actualidade

Não sabemos quando nem por quem foi feita a Cava – e muito provavelmente foi um dos Campos de César ou Castra Hiberna dos romanos, fundada por estes e não pelo antigos habitantes da Lusitania, pois era uma fortificação muito importante, muito luxuosa para aquelles tempos.
Ella hoje apenas tem muros – grandes marachões – de terra, mas já teve portas, seteiras e revestimento parcial ou total de boa pedra. D’ali foi muita para o convento d’Orgens, em virtude do alvará de D. Affonso V, apontado supra, com data de 1460, mas ainda em 1630 a 1636 o dr. Botelho descrevendo-a dizia como testemunha ocular o seguinte: “A opinião de ser real de Nigidio fica bem refutada com a vista d’este edifício, que alem de ser huma cousa tão grande, e forte, neste mesmo muro de pedra (onde já entramos) que não foi feito ao acaso, nem para uma defesa momentanea… (…)
Com o decorrer do tempo tem sofrido muito e já não é a sombra do que foi. Perdeu todo, absolutamente todo o seu revestimento de pedra; dos largos fossos que a circuitavam apenas resta um pequeno lanço; os seus muros são hoje apenas marachões de terra, mas ainda assim marachões grandiosos, imponentes, que despertam a atenção dos forasteiros, como já nos succedeu, quando nos abeirámos delles em 1862.

José de Oliveira Berardo, citado e Pedro Augusto Ferreira In, PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade.
Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.
Enviado pelo AJ

07/05/2006

Porta - Insígnia Romano

O porta - insígnia, ou aquilifero, distinguia-se por levar sobre a cabeça uma pele de lobo ou de leão, à maneira de capa. As insígnias guerreiras compunham-se de figuras de bronze, medalhões, coroas, águias, etc., postas umas sobre as outras no alto de uma vara. Usava, como todo o soldado, os calções de couro, subúcula e um gibão também de couro, loriga, além da espada.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

Da colecção de cromos do AJ

05/05/2006

VIRIATO no Album de Viseu (do AJ)


Conta-nos a tradição de muitos seculos, e ainda a historia, que, um dia, o Senado de Roma viu entravada a roda do seu carro triumphante nos Comoros escarpados dos Herminios, que um simples pastor guardava.
Esse pastor obscuro mas livre com as auras que lhe açoutavam os compridos cabellos da côr do ebano, e lhe refrigeravam a fronte angulosa e tisnada dos sóes das serranias, chamava-se Viriato.
Creâra-se alli, - na serra-, ao som das buzinas pegureiras chamando os rebanhos a seus redis, e do zumbir das pedras dos fundibulários, arremeçados com mão certeira sobre as turmas inimigas.
Seus avós foram os guerreiros de Tesino, e de Trébia, - os leões de Trasimeno, - e os heróes de Cannas.
Amavam todos a liberdade com um ardor selvagem… mais ainda do que a Endovellico de que lhes fallava o druida entre as paredes dos carns.
Uma noute, quando o herculeo pastor descançava em estreita cabana, - construída de troncos d’arvores e de mirrada folhagem, -ouviu-se perto, - no valle, - um rumor de homens que se abeiravam da serra, e logo um tinir d’armas, e um relinchar de corceis.
Eram os romanos, que vinham tomar de surpreza como miseros bandoleiros, o baluarte inexpugnavel que a natureza havia architectado para berço dos Apimanos, dos Canteros, Cezariões e Viriatos.
E á voz imperiosa de Sérvio Galba, os soldados da republica cahem de chofre sobre os desprecavidos pastores, - porque ao traiçoeiro capitão faltavam ainda umas manchas de sangue a collorirem-lhe a sua historia d’aleivosias. (…)
Mais tarde quando o colloso do Tibre já tinha assignado um tratado por onde reconhecia a independencia dos lusitanos, - um general cobarde – Quinto Scipião, - seduziu dous degenerados pésures, que assassinaram o caudillo.
Quando a cabeça de Viriato rolou no chão, subvertia-se n’esse momento a obra da autonomia dos lusitanos, que elle começava a erigir sobre os rochedos da sua serra, e por cima das ossadas das aguias de Negidio, que eram irmãs dos abutres de Servio Galba.

Vizeu.

OLIVEIRA MASCARENHAS
In, “Album de Viseu” - Ilustrado com os retratos de- Viriato, João de Barros, D. Duarte, João Mendes, Bispo de Viseu e estampas da cidade – cava de Viriato, Abravezes, S. Francisco d’Orgens, Praça dois de Maio, Sé, etc.
Textos de diversos colaboradoras e colaboradores, à volta de Viseu, de viseenses ilustres e ainda pequenos contos, prosas e versos de motivos vários ( Organizados por Camillo Castelo Branco ?).
Typographia Universal, Rua do Almada, 347, Porto - 1884

02/05/2006

Queixas e mais queixas

E, de novo nos jornais. E, se querem uma solução rápida, procedam às necessárias obras de melhoramento e recuperação da minha zona e mandem a conta ao IPPAR. Vão ver que para a próxima não demoram a responder! Agora, deixaram-me assim, neste estado é que não é solução!

29/04/2006

Gladiador (Retiário)


Bem, a gaveta do AJ é um poço inesgotável de surpresas... E, por email chega-me mais um cromo dum dos meus inimigos do passado. Aqui vos deixo:

As armas dos gladiadores ofereciam fantástico aspecto. Os capacetes, com estranhos ornatos, tinham viseira fixa, que cobria todo o rosto, e onde apenas havia alguns furos estreitos para permitir a visão e a respiração. No braço direito, um mangote de malha de metal, e grevas acolchoadas nas pernas. Os retiários combatiam apenas com uma rede, na qual procuravam envolver o adversário, e um comprido tridente. Como defesa, um mangote de couro com protecção metálica para o ombro.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

27/04/2006

Aqui ao lado

Sou herói e referência na Espanha. Por cá?

Viriato na net

Por aqui também se ouve Viriato!

25/04/2006

Vias Romanas




A propósito de Roma, deixo-vos aqui, pela máquina digital do AJ, umas imagens que retratam a forma como, hoje, se cuidam das minhas vias romanas. Esta fica junto à Escola A. Perdigão em Abraveses e trata-se da uma das sete vias romanas com origem em Viseu. A via número dois de Viseu para Noroeste, por Moselos e São Pedro do Sul, indo entroncar algures com a via Olisipo (Lisboa) - Bracara (Braga).

Roma virtual

Para melhor ficarem a conhecer os meus tempos passados, passeiem-se por aqui.

24/04/2006

Fotos doutros tempos

Logo no inicio... directamente do baú do AJ

GDR - Os Viriatos de sempre

Veja o programa aqui.

20/04/2006

GDR - Atletas de Viriato

O Viriato por aqui não anda, corre! E, já lá vão 40 anos...

19/04/2006

A Dama Romana do AJ veio fazer-me companhia


O traje feminino romano compunha-se de duas peças interiores e exteriores. Sobre a carne punham a túnica “ íntima”, e, sobre esta, a veste exterior chamada “stola”. Para saírem, punham um manto, a “palla”, usado ao jeito da toga viril. Era este o trajo característico das matronas romanas.
As romanas adoravam as jóias, e os artistas e os joalheiros gregos mais excitavam a sua paixão com trabalhos maravilhosos de riqueza e execução.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

Ainda há quem "control" a Cava


Mais uma foto da minha Cava de Viriato. Esta máquina já o meu amigo AJ a viu por aqui há quase um ano e cá continua. A marca dos preservativos é bem conhecida. Não sei como foi parar ali. Será que foi roubada? Se sim,com que objectivos? Roubar os "balões" ou os euros? Ou ambos? Ou apenas para conspurcar a minha área?

18/04/2006

Mais uma visita do AJ à minha zona






... e desta vez aproveitando o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, para enviar mais fotos da Cava (da chamada Cava dos Plátanos que termina junto ao final da Rua do Coval e Vila Batalha). Também hoje se completam dois meses sobre a tempestade que derrubou as árvores na Cava mas, outros problemas existem como se verifica nestas fotos.

17/04/2006

Um apelo vindo da Cava... e do AJ




Decidamente e com enorme sentido de cidadania o meu amigo AJ não se cansa de chamar a atenção para o triste estado da minha Cava. As fotos que aqui ficam foram obtidas no troço da Cava entre o início da Rua dos Heróis Lusitanos, junto à Estrada Velha de Abraveses, e o terceiro troço da Cava - a Cava dos Plátanos.
As flores servem para mostar que no meio do lixo e do desmazelo ainda há coisas belas.. basta saber olhar! Mas que futuro lhe está reservado?

A luz ao fundo... no túnel!

16/04/2006

Vandalismo?


Mais uma foto do AJ sobre a Cava, nas minhas costas e na minha direita, no pequeno recanto construído em 1891 pela CMV e onde existe um bebedouro sem água há muitos anos.
Desta vez foi a fúria de gente mal educada? Talvez os mesmos que danificam os sinais de trânsito e que se aproveitaram da falta de policiamento e do escuro?

15/04/2006

Isto não deveria ter acontecido em Viseu?

Boa Páscoa


O AJ não se esqueceu da malta e nesta Páscoa mandou-nos este "produto marca Viriato" da Provir, de fruta e com recheio, fabricados lá para os lados de Santo Estevão. Boa Páscoa para todos e que os mais pequenos não se esqueçam de lavar os dentes!

14/04/2006

Vá, ri-te agora!

Este "vulto" andava a rir-se de mim... Primeiro pintaram-o com uns hieroglifos a encarnado e agora puseram-o às escuras, tal como eu estou! Safam-o o luar e as luzes das montras! E os Luisíadas, claro!
ET: Nem saí do meu lugar... o AJ mandou-me a prova!

13/04/2006

Cromos... do inimigo



O poderio de Roma ficou a dever-se à força das suas legiões, que dominaram o mundo contemporâneo. Os soldados romanos eram valentes e muito disciplinados, destros no manejo das armas, principalmente na esgrima. A espada curta, de dois fios e ponta, chamava-se “gladius”, e à lança toda de ferro, denominavam-na “pilum”. Os legionários usavam capacetes de ferro e couraça de cintas de metal que rodeavam o tronco e os ombros. O ventre ia protegido por um cinto guarnecido com tiras de couro, a que chamavam “cingulum”.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
ET: O cromo é do inimigo mas quem o mandou foi um amigo, o AJ.

Viriato a 20%

Directamente do produtor (AJ)

Misérias da Cava de Viriato (continuação)

São muitos os sinais de desprezo e abandono pela minha Cava.







Misérias da Cava de Viriato

A máquina do AJ tem registado verdadeiros sinais de desprezo e desmazelo que acontecem na minha Cava. Não bastava terem-me enclausurado, colocado às escuras como ainda permitem que as minhas centenárias árvores vão caindo de velhice sem que ninguém lhes dê uma mão... As imagens falam por si!



09/04/2006

Guerreiro Celtibero do AJ


Quando os Celtas chegaram à Península Ibérica, encontraram outro povo, os Iberos, com os quais se fundiram, formando uma população mista: os celtiberos. Eram de estatura mediana, tez morena, e notáveis pelo ardor combativo e pela incrível força muscular. Uma das tribos celtiberas, os Lusitanos, da qual descendem os Portugueses, ofereceu tenaz resistência ao invasor romano, que só mais tarde, e a muito custo, os dominou.
Os celtiberos usavam mantos de pele de cabra, leves escudos e capacetes de bronze com penachos púrpura.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

08/04/2006

Misérias da minha Cava



O AJ tem uma máquina nova e vai daí registou os velhos problemas da minha Cava:
Banco de granito partido pela queda de pernada de enorme e centenário carvalho, nas costas e na esquerda do Viriato.
O tal miradouro junto à entrada da Rua do Heróis Lusitanos, fim do primeiro troço da Cava

Não pagaram a conta?

Cá continuo às escuras, mas o boss já se zangou com isto!

Soldado Português – 1914-1918 por AJ

Em 1914 provocado pela Alemanha, começa um pavoroso conflito a que se chamou Grande Guerra. A aviação de combate, o tanque de guerra e o submarino fazem a sua estreia no teatro das guerras.

Eis um soldado português, Viriato doutros tempos, dos muitos que se cobriram de glória nos campos de batalha de França.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

07/04/2006

Correio dos leitores

Sim é verdade! Depois de várias semanas às escuras, vieram finalmente os operários acender as tochas que iluminam a Cava, mais exactamente a chamada Cava de Baixo, nas traseiras do nosso monumento. Agradeço muito, porém nós continuamos às escuras e a nossa Cava desprezada. Nos anos finais do Séc. XIX a Câmara Municipal transformou a Cava, de modo especial o troço entre a Rua do Picadeiro e a Estrada Velha ( ex- estrada romana), em Passeio Público. À data foi arrasado o fosso ainda existente, aberta uma passagem na base do talude, plantadas árvores, sebes, colocados bancos de granito, escadarias e colocada uma fonte. A Cava foi durante muitos séculos, até ao século XVII, conhecida não como Cava de Viriato mas, como Cerca da Vala. Restos da vala ainda são hoje visíveis em especial no segundo troço da Cava, onde ainda se conserva um pedaço do fosso com água, em anos de chuva. Quanto às árvores, continuam caídas e a impedir o acesso aos visitantes. Na Cava de Cima, outrora com vários pontos de luz, a escuridão continua a ser total! Ninguém a frequenta por ser um lugar descuidado, sujo, malcheiroso e mesmo perigoso! Na praça fronteira há algumas novidades: foram colocados sinais para auxiliar o correr do trânsito, sinais de estacas de ferro e sinais pintados no chão. Espero que agora seja mais fácil e seguro circular por ali. Também a calçada sofreu arranjos pois estava a ficar muito degradada. Aquelas enormes tochas que iluminam o Campo da Feira foram reforçadas para não serem derrubadas pelo vento. Tanta tocha acesa e a desperdiçar força e nós às escuras .... é mesmo muita falta de respeito.Esta cidade não honra devidamente o seu herói !!Viriato, Sou de bronze, mas não sou tolo.

Cava de Viriato, 7 de Abril de 2006

Meus caros amigos!
A passagem através do Campo de Viriato está proíbida. Os carros e as carroças não podem passar. Acho que vão fazer mais obras ou reparações. Ainda hoje sinto saudade de olhar os belos e frondosos castanheiros que foram, cobardemente, abatidos, das sua enormes e belas folhas e das suas belas flores em cacho. Transformaram o Campo de Viriato numa enorme eira. Só que não é usada para secar o milho ou os feijões. Não me cansarei de dizer: Que mau gosto e que desperdício!
Viriato