15/05/2006
14/05/2006
12/05/2006
A VIRIATO (Poema)

O tempo passa, d’ampulheta a areia
De quantas vidas a memoria apaga!...
Em quantos craneos aniquilla a ideia!...
Em quantos peitos o sentir esmaga!...
.....
Não morrem os heroes; não, que da morte
O gelo só destróe a vã materia.
Que importa ao bravo que o soprar do norte
Lhe varra as cinzas na mansão funeria?
Que a fama ao dar seus feitos á memoria
Dá-lhe tropheus de gloria immorredouros;
Grava seu nome nos annaes da historia
Cobre-lhe a campa de perennes louros.
Tal Viriato, o pastor humilde, obscuro,
A quem o amor da patria fez guerreiro,
Quebrando do sepulcro o gelo duro
E’hoje inda entre heroes, o heroe primeiro.
....
Depois erguendo o gigantesco braço,
Brandindo a larga folha do montante,
Com a vista d’aguia perscrutando o espaço
Saudou a guerra n’este brado: “Ávante!...”
E correu a salvar a patria escrava
Do jugo do romano que a opprimia;
E em face das victorias que ganhava
Mais o seu valor no peito reaccendia.
....
Mas a traição velava: a lei da sorte
Tinha marcado o termo ao seu destino:
E o bravo adormecendo achou a morte
No ferro mercenario do assassino.
Sucumbiu à traição; mas a memoria
Cobriu-lhe a campa de perenes louros;
E após annos sem fim a luza historia
Seu nome ensinará sempre aos vindouros.
Patria de Viriato, que tiveste
Seu culto e seus afectos mais latentes;
Vizeu; tu que na gloria adormeceste
Sobre os louros do heroe sempre virentes,
Foi-te bello o acordar! Que o monumento
Que te erige este livro, bello e ousado,
Tem por base o progresso e por cimento,
- As glorias dos heroes do teu passado -
Porto, 20 de Julho de 1883
D. CLORINDA DE MACEDO
(enviado pelo AJ)
11/05/2006
10/05/2006
Cava de Viriato

“Uma ordem regia do anno de 1728 mandou que a Cava de Viriato fosse medida e apêgada. Achou-se que ainda então os muros, ou aterros, tinhão trez lanças d’altura com 40 palmos de largura no cimo. He provável que na sua origem rematassem em cavallete, pelo que já advertimos.”
“Segundo o auctor do Elucidário a lança era huma medida agrária, que constava de 25 palmos craveiros.”
“Os muros derão um circuito de 3:065 passos andantes, apresentando quatro grandes aberturas, que tiverão cantaria com portas; obra dos mesmos romanos. Existia somente o vão dos portaes, porque a pedra, como refere Fr. Manoel da Esperança, fôra tirada para a edificação do convento de S. Francisco d’Orgens; o que alguns affirmão ter sido por provizão de D. Afonso V. Entre tanto podemos assegurar que no cartório daquelle extincto convento não existia este documento.”
“A camara municipal, em Junho de 1818, a instancias do general da província, António Marcellino Victoria, mandou levantar marcos pelo circuito interno e externo dos muros da Cava; porem esta providencia baldou-se, porque já dantes os lados orientais, equados ao solo, se achavão alienados em aforamento; e os restantes continuarão , sem embargo, a ser acommetidos pelas cerceaduras e escavações dos possuidores das glebas contiguas. Finalmente este monumento veneravel parece que se vai despedindo da geração actual, e a seguinte por certo que não tardará a derrear-lhe o dorso por essas planicies. Saudemol-o pois!... já que os homens da governança não querem intender nestas archeologias, e os cobiçosos visinhos vão cavando para si.”
A Cava na actualidade
Não sabemos quando nem por quem foi feita a Cava – e muito provavelmente foi um dos Campos de César ou Castra Hiberna dos romanos, fundada por estes e não pelo antigos habitantes da Lusitania, pois era uma fortificação muito importante, muito luxuosa para aquelles tempos.
Ella hoje apenas tem muros – grandes marachões – de terra, mas já teve portas, seteiras e revestimento parcial ou total de boa pedra. D’ali foi muita para o convento d’Orgens, em virtude do alvará de D. Affonso V, apontado supra, com data de 1460, mas ainda em 1630 a 1636 o dr. Botelho descrevendo-a dizia como testemunha ocular o seguinte: “A opinião de ser real de Nigidio fica bem refutada com a vista d’este edifício, que alem de ser huma cousa tão grande, e forte, neste mesmo muro de pedra (onde já entramos) que não foi feito ao acaso, nem para uma defesa momentanea… (…)
Com o decorrer do tempo tem sofrido muito e já não é a sombra do que foi. Perdeu todo, absolutamente todo o seu revestimento de pedra; dos largos fossos que a circuitavam apenas resta um pequeno lanço; os seus muros são hoje apenas marachões de terra, mas ainda assim marachões grandiosos, imponentes, que despertam a atenção dos forasteiros, como já nos succedeu, quando nos abeirámos delles em 1862.
José de Oliveira Berardo, citado e Pedro Augusto Ferreira In, PORTUGAL ANTIGO E MODERNO, DICCIONÁRIO de Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal, continuado por Pedro Augusto Ferreira, Bacharel em Theologia pela Universidade de Coimbra, cavalleiro da ordem da Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, socio effectivo da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, socio fundador da Sociedade de Instrucção do Porto e abbade de Miragaya na mesma cidade.
Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão, 5 - Largo de Camões – 6, 1890.
Enviado pelo AJ
07/05/2006
Porta - Insígnia Romano
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
Da colecção de cromos do AJ
05/05/2006
VIRIATO no Album de Viseu (do AJ)

Esse pastor obscuro mas livre com as auras que lhe açoutavam os compridos cabellos da côr do ebano, e lhe refrigeravam a fronte angulosa e tisnada dos sóes das serranias, chamava-se Viriato.
Creâra-se alli, - na serra-, ao som das buzinas pegureiras chamando os rebanhos a seus redis, e do zumbir das pedras dos fundibulários, arremeçados com mão certeira sobre as turmas inimigas.
Seus avós foram os guerreiros de Tesino, e de Trébia, - os leões de Trasimeno, - e os heróes de Cannas.
Amavam todos a liberdade com um ardor selvagem… mais ainda do que a Endovellico de que lhes fallava o druida entre as paredes dos carns.
Uma noute, quando o herculeo pastor descançava em estreita cabana, - construída de troncos d’arvores e de mirrada folhagem, -ouviu-se perto, - no valle, - um rumor de homens que se abeiravam da serra, e logo um tinir d’armas, e um relinchar de corceis.
Eram os romanos, que vinham tomar de surpreza como miseros bandoleiros, o baluarte inexpugnavel que a natureza havia architectado para berço dos Apimanos, dos Canteros, Cezariões e Viriatos.
E á voz imperiosa de Sérvio Galba, os soldados da republica cahem de chofre sobre os desprecavidos pastores, - porque ao traiçoeiro capitão faltavam ainda umas manchas de sangue a collorirem-lhe a sua historia d’aleivosias. (…)
Mais tarde quando o colloso do Tibre já tinha assignado um tratado por onde reconhecia a independencia dos lusitanos, - um general cobarde – Quinto Scipião, - seduziu dous degenerados pésures, que assassinaram o caudillo.
Quando a cabeça de Viriato rolou no chão, subvertia-se n’esse momento a obra da autonomia dos lusitanos, que elle começava a erigir sobre os rochedos da sua serra, e por cima das ossadas das aguias de Negidio, que eram irmãs dos abutres de Servio Galba.
Vizeu.
OLIVEIRA MASCARENHAS
In, “Album de Viseu” - Ilustrado com os retratos de- Viriato, João de Barros, D. Duarte, João Mendes, Bispo de Viseu e estampas da cidade – cava de Viriato, Abravezes, S. Francisco d’Orgens, Praça dois de Maio, Sé, etc.
Textos de diversos colaboradoras e colaboradores, à volta de Viseu, de viseenses ilustres e ainda pequenos contos, prosas e versos de motivos vários ( Organizados por Camillo Castelo Branco ?).
Typographia Universal, Rua do Almada, 347, Porto - 1884
02/05/2006
Queixas e mais queixas
30/04/2006
29/04/2006
Gladiador (Retiário)

As armas dos gladiadores ofereciam fantástico aspecto. Os capacetes, com estranhos ornatos, tinham viseira fixa, que cobria todo o rosto, e onde apenas havia alguns furos estreitos para permitir a visão e a respiração. No braço direito, um mangote de malha de metal, e grevas acolchoadas nas pernas. Os retiários combatiam apenas com uma rede, na qual procuravam envolver o adversário, e um comprido tridente. Como defesa, um mangote de couro com protecção metálica para o ombro.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
27/04/2006
25/04/2006
Vias Romanas



24/04/2006
20/04/2006
19/04/2006
A Dama Romana do AJ veio fazer-me companhia

O traje feminino romano compunha-se de duas peças interiores e exteriores. Sobre a carne punham a túnica “ íntima”, e, sobre esta, a veste exterior chamada “stola”. Para saírem, punham um manto, a “palla”, usado ao jeito da toga viril. Era este o trajo característico das matronas romanas.
As romanas adoravam as jóias, e os artistas e os joalheiros gregos mais excitavam a sua paixão com trabalhos maravilhosos de riqueza e execução.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
Ainda há quem "control" a Cava

Mais uma foto da minha Cava de Viriato. Esta máquina já o meu amigo AJ a viu por aqui há quase um ano e cá continua. A marca dos preservativos é bem conhecida. Não sei como foi parar ali. Será que foi roubada? Se sim,com que objectivos? Roubar os "balões" ou os euros? Ou ambos? Ou apenas para conspurcar a minha área?
18/04/2006
Mais uma visita do AJ à minha zona




... e desta vez aproveitando o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, para enviar mais fotos da Cava (da chamada Cava dos Plátanos que termina junto ao final da Rua do Coval e Vila Batalha). Também hoje se completam dois meses sobre a tempestade que derrubou as árvores na Cava mas, outros problemas existem como se verifica nestas fotos.
17/04/2006
Um apelo vindo da Cava... e do AJ


Decidamente e com enorme sentido de cidadania o meu amigo AJ não se cansa de chamar a atenção para o triste estado da minha Cava. As fotos que aqui ficam foram obtidas no troço da Cava entre o início da Rua dos Heróis Lusitanos, junto à Estrada Velha de Abraveses, e o terceiro troço da Cava - a Cava dos Plátanos.
As flores servem para mostar que no meio do lixo e do desmazelo ainda há coisas belas.. basta saber olhar! Mas que futuro lhe está reservado?
16/04/2006
Vandalismo?

Desta vez foi a fúria de gente mal educada? Talvez os mesmos que danificam os sinais de trânsito e que se aproveitaram da falta de policiamento e do escuro?
15/04/2006
Boa Páscoa
14/04/2006
Vá, ri-te agora!
13/04/2006
Cromos... do inimigo

Misérias da Cava de Viriato
09/04/2006
Guerreiro Celtibero do AJ

Quando os Celtas chegaram à Península Ibérica, encontraram outro povo, os Iberos, com os quais se fundiram, formando uma população mista: os celtiberos. Eram de estatura mediana, tez morena, e notáveis pelo ardor combativo e pela incrível força muscular. Uma das tribos celtiberas, os Lusitanos, da qual descendem os Portugueses, ofereceu tenaz resistência ao invasor romano, que só mais tarde, e a muito custo, os dominou.
Os celtiberos usavam mantos de pele de cabra, leves escudos e capacetes de bronze com penachos púrpura.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
08/04/2006
Misérias da minha Cava
Soldado Português – 1914-1918 por AJ

Eis um soldado português, Viriato doutros tempos, dos muitos que se cobriram de glória nos campos de batalha de França.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
07/04/2006
Correio dos leitores
Cava de Viriato, 7 de Abril de 2006
05/04/2006
Os cromos do AJ - O Romano

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
01/04/2006
Por cá nem selo nem parecê-lo?
Às escuras, triste e abandonado
In DRegional
28/03/2006
Outros tempos
26/03/2006
Passado sem futuro
Um pardal amigo que passou aqui, pelo meu poleiro, na Cava veio informar-me e eu fui ver. Sim é verdade! Ruiu um pedaço das antigas muralhas da cidade de Viseu, das muralhas de D. Afonso V . Como alguns saberão a cidade tinha sete portas e o troço que caiu fica localizado entre os números 28 e 12 da Rua dos Loureiros, à esquerda de quem sobe em direcção à Sé e antes da antiga Porta da Senhora do Postigo, junto à última sede do Clube Académico de Futebol – o Académico de Viseu, para os de fora da cidade. Há cerca de dois anos que se fizeram ali demolições de prédios muito antigos e em mau estado. O objectivo era fazer obra nova mas, como as obras previstas ainda não foram concretizadas, e porque não houve o cuidado de acautelar e preservar o monumento medieval o desabamento foi inevitável. Já por ali vi, muitas vezes, carros sem cavalos parados, não sei se algum foi atingido pelas pedras. Estas notícias, são para mim, sempre motivo de desgosto e deveriam envergonhar os mortais. Mais uma vez fico muito agradecido e peço a divulgação desta minha mensagem.
Sou de bronze mas, não sou burro…
Viriato
Cromos (do AJ)
No século X A.C., os Fenícios quiseram colonizar o Noroeste da Europa, mas foram exterminados pelos Celtas, procedentes da Ásia, que se tinham instalado no Danúbio, na Suiça, na Gália, em Espanha e nas Ilhas Britânicas. Eram gordos e fortes, com grandes bigodes e cabelos como crina, cuja cor preta mudavam para loiro, tingindo-o com água de cal. Os romanos ficaram tão admirados com o trajo dos celtas que chamaram ao país "Gália Calçuda", por eles usarem amplas calças a cobrir as pernas.A arma principal dos Celtas era o "celt", machado de arremesso de tremenda eficiência.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
13/03/2006
Se já não fosse verde.... ficava verde de raiva!




























