09/04/2006

Guerreiro Celtibero do AJ


Quando os Celtas chegaram à Península Ibérica, encontraram outro povo, os Iberos, com os quais se fundiram, formando uma população mista: os celtiberos. Eram de estatura mediana, tez morena, e notáveis pelo ardor combativo e pela incrível força muscular. Uma das tribos celtiberas, os Lusitanos, da qual descendem os Portugueses, ofereceu tenaz resistência ao invasor romano, que só mais tarde, e a muito custo, os dominou.
Os celtiberos usavam mantos de pele de cabra, leves escudos e capacetes de bronze com penachos púrpura.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

08/04/2006

Misérias da minha Cava



O AJ tem uma máquina nova e vai daí registou os velhos problemas da minha Cava:
Banco de granito partido pela queda de pernada de enorme e centenário carvalho, nas costas e na esquerda do Viriato.
O tal miradouro junto à entrada da Rua do Heróis Lusitanos, fim do primeiro troço da Cava

Não pagaram a conta?

Cá continuo às escuras, mas o boss já se zangou com isto!

Soldado Português – 1914-1918 por AJ

Em 1914 provocado pela Alemanha, começa um pavoroso conflito a que se chamou Grande Guerra. A aviação de combate, o tanque de guerra e o submarino fazem a sua estreia no teatro das guerras.

Eis um soldado português, Viriato doutros tempos, dos muitos que se cobriram de glória nos campos de batalha de França.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

07/04/2006

Correio dos leitores

Sim é verdade! Depois de várias semanas às escuras, vieram finalmente os operários acender as tochas que iluminam a Cava, mais exactamente a chamada Cava de Baixo, nas traseiras do nosso monumento. Agradeço muito, porém nós continuamos às escuras e a nossa Cava desprezada. Nos anos finais do Séc. XIX a Câmara Municipal transformou a Cava, de modo especial o troço entre a Rua do Picadeiro e a Estrada Velha ( ex- estrada romana), em Passeio Público. À data foi arrasado o fosso ainda existente, aberta uma passagem na base do talude, plantadas árvores, sebes, colocados bancos de granito, escadarias e colocada uma fonte. A Cava foi durante muitos séculos, até ao século XVII, conhecida não como Cava de Viriato mas, como Cerca da Vala. Restos da vala ainda são hoje visíveis em especial no segundo troço da Cava, onde ainda se conserva um pedaço do fosso com água, em anos de chuva. Quanto às árvores, continuam caídas e a impedir o acesso aos visitantes. Na Cava de Cima, outrora com vários pontos de luz, a escuridão continua a ser total! Ninguém a frequenta por ser um lugar descuidado, sujo, malcheiroso e mesmo perigoso! Na praça fronteira há algumas novidades: foram colocados sinais para auxiliar o correr do trânsito, sinais de estacas de ferro e sinais pintados no chão. Espero que agora seja mais fácil e seguro circular por ali. Também a calçada sofreu arranjos pois estava a ficar muito degradada. Aquelas enormes tochas que iluminam o Campo da Feira foram reforçadas para não serem derrubadas pelo vento. Tanta tocha acesa e a desperdiçar força e nós às escuras .... é mesmo muita falta de respeito.Esta cidade não honra devidamente o seu herói !!Viriato, Sou de bronze, mas não sou tolo.

Cava de Viriato, 7 de Abril de 2006

Meus caros amigos!
A passagem através do Campo de Viriato está proíbida. Os carros e as carroças não podem passar. Acho que vão fazer mais obras ou reparações. Ainda hoje sinto saudade de olhar os belos e frondosos castanheiros que foram, cobardemente, abatidos, das sua enormes e belas folhas e das suas belas flores em cacho. Transformaram o Campo de Viriato numa enorme eira. Só que não é usada para secar o milho ou os feijões. Não me cansarei de dizer: Que mau gosto e que desperdício!
Viriato

05/04/2006

Mais Viriato na net

Os cromos do AJ - O Romano


Segundo a lenda, os Latinos deram asilo aos restos dos Troianos, que, capitaneados por Eneias tinham escapado da destruição de Tróia. Os latinos e os Troianos ter-se-iam fundido num só povo. Não menos legendária é a história da fundação de Roma.. Os irmãos Rómulo e Remo, que foram amamentados por uma loba, tê-la-iam fundado e seriam, mais tarde, os vingadores de sua mãe.

In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

01/04/2006

Diz-me o Viriato que...

Há mais da minha história por aqui.

Por cá nem selo nem parecê-lo?

Viriato, chefe militar lusitano que combateu o invasor romano, faz parte da História da Península Ibérica. Figura disputada por portugueses e espanhóis, surge agora num selo – no valor de 20 cêntimos – integrado numa série dedicada à ‘História de España’ lançada pelos correios do país vizinho.
in CManhã

Às escuras, triste e abandonado

O Viriato está às escuras. Há cerca de um mês uma forte tempestade provocou estragos na cidade de Viseu, entre eles a queda de postes de electricidade. A zona da Cava de Viriato foi uma das afectadas. Além da queda de árvores, também os fios de electricidade foram danificados.Mas, passado todo este tempo, a situação ainda não foi corrigida, conforme explicaram ao nosso Jornal alguns moradores que vivem perto da Cava de Viriato. Dizem que, além do monumento ao guerreiro lusitano estar sem luz, há fios que estão caídos no chão. "Desconfio que os fios até têm electricidade e qualquer criança pode ir para lá e mexer", afirmou uma das habitantes mais preocupadas.
In
DRegional

28/03/2006

Outros tempos

Se queres saber mais da história dos meus tempos, clica aqui! Como verás, naquela época usava-se muitos os cavalos, hoje... são mais os burros que fazem história!

Sempre vigilante


Cá continuo eu por aqui... atento!

26/03/2006

Passado sem futuro


Um pardal amigo que passou aqui, pelo meu poleiro, na Cava veio informar-me e eu fui ver. Sim é verdade! Ruiu um pedaço das antigas muralhas da cidade de Viseu, das muralhas de D. Afonso V . Como alguns saberão a cidade tinha sete portas e o troço que caiu fica localizado entre os números 28 e 12 da Rua dos Loureiros, à esquerda de quem sobe em direcção à Sé e antes da antiga Porta da Senhora do Postigo, junto à última sede do Clube Académico de Futebol – o Académico de Viseu, para os de fora da cidade. Há cerca de dois anos que se fizeram ali demolições de prédios muito antigos e em mau estado. O objectivo era fazer obra nova mas, como as obras previstas ainda não foram concretizadas, e porque não houve o cuidado de acautelar e preservar o monumento medieval o desabamento foi inevitável. Já por ali vi, muitas vezes, carros sem cavalos parados, não sei se algum foi atingido pelas pedras. Estas notícias, são para mim, sempre motivo de desgosto e deveriam envergonhar os mortais. Mais uma vez fico muito agradecido e peço a divulgação desta minha mensagem.
Sou de bronze mas, não sou burro…
Viriato

Cromos (do AJ)

No século X A.C., os Fenícios quiseram colonizar o Noroeste da Europa, mas foram exterminados pelos Celtas, procedentes da Ásia, que se tinham instalado no Danúbio, na Suiça, na Gália, em Espanha e nas Ilhas Britânicas. Eram gordos e fortes, com grandes bigodes e cabelos como crina, cuja cor preta mudavam para loiro, tingindo-o com água de cal. Os romanos ficaram tão admirados com o trajo dos celtas que chamaram ao país "Gália Calçuda", por eles usarem amplas calças a cobrir as pernas.A arma principal dos Celtas era o "celt", machado de arremesso de tremenda eficiência.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.

13/03/2006

Se já não fosse verde.... ficava verde de raiva!


Pois é, é um verdadeiro escândalo, embora escondido.... Já aqui contei que há algumas semanas a nossa Cava, foi fustigada pelos deuses da chuva, dos trovões e dos ventos. Em consequência disso corremos risco de vida e tivemos que nos abrigar. Finalmente descobrimos a utilidade da Pala que o Senhor Arquitecto Manuel Salgado e ous seus colaboradores mandaram executar, na Porta da Feira de São Mateus e a que deram o meu nome, mesmo sem pedir a minha autorização. O muro já vi que tem servido para os cães a até pessoas mijarem! Se não acreditam perguntem aos vizinhos...
A inclemência dos deuses derrubou e partiu árvores: Carvalhos, Cedros, Castanheiros, Pinheiros e Eucaliptos (estas últimas desconhecidas nestas paragens nos meus tempos de mortal). As árvores e os seus despojos continuam, passadas várias semanas caídas e a passagem sobre a Cava dificultada ou até impedida. Um dos poucos bancos de granito que ainda existia foi partido, pela acção da queda de uma enorme pernada de um Carvalho centenário. O miradouro da Rua do Picadeiro está pejado de cedros e ramos partidos, o outro existente do lado da Estrada Velha, a ex-estrada romana, que foi desmontado no Verão, por ameaçar ruína, continua à espera de ser reconstruído. Não sei se o impedimento é motivado por razões administrativas ou técnicas, por incúria ou falta de pedreiros. A muralha continua a desfazer-se, a esborroar-se, por falta de protecção e as últimas chuvas fizeram mais estragos. As árvores que tombaram pela raíz e abriram enormes buracos na muralha, continuam à espera de ser removidas e a muralha a erodir-se. Quanto a lixo a Cava continua a ser uma estrumeira e a servir para defecar. Alguém começou a vassourar na zona dos enormes eucaliptos e “esqueceu-se” de retirar o lixo e os detritos amontoados, aqui e além... ficou bonito. Nas minhas costas está outro pequeno monte de lixo varrido e escostado à escadaria e pasme-se... fios que levam a luz para as tochas, seguros e levantados com estacas improvisadas de ramos de árvores. Nós continuamos às escuras, agora ainda mais, e estamos a ficar fartos. É uma verdadeira vergonha! Estou a pensar mandar um dos meus homens falar com o nosso ingrato vizinho, o Senhor Dr. Américo Nunes, que já ouvi dizer ter sempre o portão aberto para falar com os vizinhos. Confio que não seja só um dito para sair de situações de aperto ou promessa eleitoral e que o meu mensageiro seja recebido. Reafirmo é uma vergonha – a Cava é um Monumento único em Portugal, raro no mundo e continua ao abandono.
Um país que não saber cuidar dos vestígios do seu passado, não tem bom futuro!
Viriato
Sou de bronze mas, não sou burro!
P.S. A Câmara ou a Expovis podem mandar retirar o que sobrou da cerca da Feira, que nós não precisamos dela para nada!
Ao Senhor Administrador desta página, agradeço que espalhe estas tristes novidades e publique com destaque e foto, mesmo que antiga.

12/03/2006

Conselho de Viriato

Têm chegado à nossa Tertúlia muitos conselhos. Aqui fica mais um!

10/03/2006

Dos meus admiradores

E, diz o sempre atento Viriato (o outro, claro!) que "para vencer o inimigo é necessário conhecê-lo"! Aqui, o meu admirador pinta este quadro!

E, chega a marreta?


Para aprenderem mais sobre as armas e equipamentos que, naquele tempo, me vi obrigado a usar, passem os olhos por aqui! Hoje, para fazer a mesma cruzada e limpar o nosso burgo de indesejáveis traidores e detractores do futuro, a lança já não chega... só mesmo à marretada!

A nossa Língua


Para aqueles que apreciam a literatura, deixo-vos aqui algumas considerações sobre a linguagem que, nós os Lusitanos, usamos!