28/03/2006
Outros tempos
26/03/2006
Passado sem futuro
Um pardal amigo que passou aqui, pelo meu poleiro, na Cava veio informar-me e eu fui ver. Sim é verdade! Ruiu um pedaço das antigas muralhas da cidade de Viseu, das muralhas de D. Afonso V . Como alguns saberão a cidade tinha sete portas e o troço que caiu fica localizado entre os números 28 e 12 da Rua dos Loureiros, à esquerda de quem sobe em direcção à Sé e antes da antiga Porta da Senhora do Postigo, junto à última sede do Clube Académico de Futebol – o Académico de Viseu, para os de fora da cidade. Há cerca de dois anos que se fizeram ali demolições de prédios muito antigos e em mau estado. O objectivo era fazer obra nova mas, como as obras previstas ainda não foram concretizadas, e porque não houve o cuidado de acautelar e preservar o monumento medieval o desabamento foi inevitável. Já por ali vi, muitas vezes, carros sem cavalos parados, não sei se algum foi atingido pelas pedras. Estas notícias, são para mim, sempre motivo de desgosto e deveriam envergonhar os mortais. Mais uma vez fico muito agradecido e peço a divulgação desta minha mensagem.
Sou de bronze mas, não sou burro…
Viriato
Cromos (do AJ)
No século X A.C., os Fenícios quiseram colonizar o Noroeste da Europa, mas foram exterminados pelos Celtas, procedentes da Ásia, que se tinham instalado no Danúbio, na Suiça, na Gália, em Espanha e nas Ilhas Britânicas. Eram gordos e fortes, com grandes bigodes e cabelos como crina, cuja cor preta mudavam para loiro, tingindo-o com água de cal. Os romanos ficaram tão admirados com o trajo dos celtas que chamaram ao país "Gália Calçuda", por eles usarem amplas calças a cobrir as pernas.A arma principal dos Celtas era o "celt", machado de arremesso de tremenda eficiência.
In "História do Trajo Universal" - Colecção de cromos da Agência Portuguesa de Revistas/ Lisboa 1965: Direcção de Mário de Aguiar; Cromos, capas e legendas de José Augusto Pires e Luís Filipe Mota Guedes; Ilustrações e vinhetas de Amaro Brilhante e Supervisão de José de Oliveira Cosme.
13/03/2006
Se já não fosse verde.... ficava verde de raiva!

12/03/2006
10/03/2006
Dos meus admiradores
E, chega a marreta?

Para aprenderem mais sobre as armas e equipamentos que, naquele tempo, me vi obrigado a usar, passem os olhos por aqui! Hoje, para fazer a mesma cruzada e limpar o nosso burgo de indesejáveis traidores e detractores do futuro, a lança já não chega... só mesmo à marretada!
A nossa Língua

Para aqueles que apreciam a literatura, deixo-vos aqui algumas considerações sobre a linguagem que, nós os Lusitanos, usamos!
24/02/2006
Viriato na Literatura (do atento leitor Viriato, pois claro!)

“VIRIATO – O Filho Rebelde”
Após um período de Paz, na segunda metade do Séc. II A.C., as Hispânias (actual Península Ibérica), voltaram a conhecer períodos conturbados devido ao levantamento de alguns povos locais que não se conformavam com o jugo romano. Enquanto isso, Viriato, como todos os jovens, pensava saber todas as verdades. Impelido pela comparação entre a sua audácia e a serenidade de Aurelur, seu pai, julgava ver nela cobardia. A acomodação que Viriato pressentia no pai exasperava-o, ao ponto deste ser ver obrigado a colocá-lo fora de casa, não como castigo, mas para que o filho visse o mundo, conhecesse a guerra. Aurelur pretendia que Viriato voltasse outro homem desta caminhada. Ele voltou, mas não como o pai tinha imaginado...
Romance de Sónia Louro que nasceu em 1976, em França e se Licenciou
“Viriato – O Filho Rebelde” de Sónia Louro, Via Occidentalis Editora, Lda. , 1ª Edição em Janeiro de 2006, 234 Páginas, Capa de José de Madrazo Y Agudo – Pormenor de “La Muerte de Viriato”( Museo Nacional del Prado - Madrid) e Luís Rodrigues.
23/02/2006
Por Endovélico ! Que grande tristeza sinto!
No último fim de semana o enorme temporal que se abateu impiedosamente sobre esta parte da antiga Lusitânia e sobre a nossa querida cidade de Viseu, causou grandes danos na nossa Cava.
Se eu e os meus valentes guerreiros não tívessemos desviado a tempo, teríamos sido atingidos pelas enormes pernadas de árvores partidas e derrubados pela fúria dos ventos e da chuva.
Cedros, Carvalhos e outras árvores foram quebradas ou desenraízadas.
Sobre a minha Cava não se pode circular, continua atulhada de detritos e despojos das minhas queridas companheiras e amigas árvores.
O enorme Cedro que nos abrigava e que numa emergência servia de urinol, (lembram-se da minha visita à Feira de São Mateus no dia da inauguração?) está muito danificado e jamais voltará ao seu antigo esplendor.
Espero que não se limitem a retirar as árvores e que rapidamente se plantem novas para substituir as agora desaparecidas.
02.22.06 - 5:28 pm
22/02/2006
19/02/2006
Infantes de Viriato

I – Denominação histórica:
Regimento nº 14 – Infantes de Viriato.
II – Divisa de honra:
“Cuja fama ninguém virá que dome.”
III – Legenda histórica:
Buçaco - 1810; Olivença - 1811; Albuera - 1811; Badajoz - 1811; Victória - 1813; Pamplona - 1813; Nivelle - 1813; Nive - 1813; Toulouse - 1814; Sul de Angola - 1914; Flandres - 1918
IV – Distintivo heráldico:
Escudo heráldico, sobreposto por duas espingardas cruzadas e o número 14.
No interior da cercadura do escudo:
“Cuja fama ninguém virá que dome” (envolvendo superiormente).
“Viriatos” (envolvendo inferiormente).
Ao centro : A figura de Viriato.
Interpretação da figura:
Olhar de Viriato – Vigilância permanente.
Escudo – Espírito defensivo.
Lança – Espírito ofensivo.
Capacete – Prontidão para a luta.
Cores:
Branca (destinada à 2 R.M.) – Das serranias cobertas de neve.
Negra – Que sintetiza sacrifício e dureza.
In Revista Beira Alta - 1961/1º Trimestre, “Subsídios para a História Militar da Beira Alta”, do Major de Infantaria António José do A. Balula Cid (Desenho do autor).
Enviado pelo Viriato
Viriato no Teatro

“Viriato” (Peça em 3 actos) de Diogo Freitas do Amaral
Estreia: 25 de Setembro 2003 no Teatro da Trindade – Lisboa
Direcção, concepção e espaço cénico de João Fraga.
Personagens e elenco principal:
Viriato – Gonçalo Dinis
Tangina – Sandra Celas Dilécia – Ângela Pinto
Astolpas – Victor de Sousa
Audax – Pedro Carmo
Táutamo – Jorge Parente
Ditalco – Martinho Silva
Minuro – Carlos António
Nota: Esta peça é uma obra de ficção, embora assente em alguns factos historicamente comprovados. Curiosamente, sabe-se alguma coisa da vida. Dos feitos e da maneira de ser deste grande chefe guerreiro, porque os Romanos, exasperados com as derrotas sucessivas que lhes infligia, começaram a enviar para cá, juntamente com novos exércitos, cronistas e historiadores que deixaram trechos muito importantes sobre o “pastor – guerrilheiro – general” dos Lusitanos.
BERTRAND EDITORA - Chiado 2003, Capa de Ana Sofia Monteiro sobre ilustração de Andrea Rocha.
Enviado pelo Viriato






