29/10/2005

Os leitores aconselham

Se quiser saber mais sobre os deuses dos Lusitanos aconselho a leitura da seguinte obra:
"Fontes Remotas da Cultura Portuguesa", de Moisés do Espírito Santo, Editora Assírio & Alvim.
Parte segunda: Os "Deuses da Lusitânia"; Cap. Primeiro - Os Deuses Enquadrados Numa Grelha e Cap. Segundo - Os "Deuses da Lusitânia" não falavam latim.
Pode seguir este link para saber algo mais
AJ
Se quiser saber mais sobre Viriato e os seus, clique
aqui.
Beacon

Deixem que vos conte

Viseu e Cava do Viriato, 28 de Outubro de 2005
Voltei para amar o Viriato e verifiquei que há novidades, lá pelo Campo do meu bem amado:
1 - Na ex-entrada principal da Feira colocaram umas gamelas e tinas para impedir o estacionamento das carroças e carros sem cavalos;
2 - O acesso por carros e carroças ao jardim, sem flores, existente ao lado do Templo da Nª Srª da Conceição, foi tapado com mais gamelas;
3 - A "nova" Avenida Emídio Navarro, através do Campo de Viriato, está agora bordejada de gamelas e tinas para preparar a calda bordalesa. Enfim que falta de gosto e que desperdício! Não existem os sinais de trânsito e a Guarda para os fazer cumprir?
TANGINA, QUERIDA ESPOSA DO VIRIATO
P.S. Por pudor, não refiro os aspectos mais pessoais do nosso encontro

24/10/2005

Viriato no teatro

Viriato fala-nos sobre a peça "Viriato", do Dr. Freitas do Amaral
Carilla a minha ex-companheira ainda não desistiu de me tentar seduzir. Carilla de quem recordo os cuidados com que me tratou, quando fui ferido e os carinhos que me deu, sobretudo à noite, isto antes do meu casamemto com a adorável Tangina, veio ver-me e entre os presentes e propostas que com muito desgosto recusei... deixou-me o pequeno volume, Edição Bertrand / Setembro de 2003, da peça em apreço. Confesso que não gostei de ver o nome do autor, D.F.A., a anteceder o meu nome, na capa do livro. Também não gostei de ver o meu sucessor Táutalo a ser nomeado por Táutamo... Verdade seja dita que não apreciei muito a peça, que me pareceu pobre, algo simplista e contendo vários defeitos e anacronismos. Também desejo corrigir o comentador Caturo: Na peça 2º Acto e Cena 15 (Cidade de Ituca) vem contada a história do homem de meia idade que tinha duas mulheres (uma jovem e outra de meia-idade). Se esta passagem não constava da versão teatral foi porque o encenador achou que não tinha relevância.Eu achei mal!
VIRIATO

23/10/2005

Tangina e Viriato

(...)...Viriato diz algo de bem diferente, perante a riqueza do seu sogro: «Todas essas riquezas nada valem perante a minha verdadeira riqueza, que é a lança. É a minha lança que protege as tuas riquezas».(...)
"Quando chegou a Ituca, cidade ibérica apanhada no meio da guerra entre a Lusitânia e Roma, Viriato contou aos habitantes uma parábola, que foi a seguinte: um homem tinha duas mulheres, uma velha e outra nova. Quando estava com a nova, esta arrancava-lhe os cabelos brancos porque não queria que ele tivesse aspecto idoso; quando estava com a mulher velha, esta arrancava-lhe os cabelos negros, porque não se sentia bem ao pé de um homem com aspecto jovem. Resultado: o homem ficou careca. Quis com isto dizer, Viriato, que Ituca tinha de se decidir entre aliar-se a Roma ou ficar ao lado dos Lusitanos - não podia continuar na posição ambígua de até então."
Comentários de Caturro, à Peça Teatral "Viriato", do Prof. Diogo Freitas do Amaral - 16 de Outubro de 2003
Enviado pelo AJ... sempre atento!

Tangina, esposa de Viriato

Pois é sou eu mesma a filha do rico Astolpas e esposa do Viriato! Hoje fui visitar o meu grande e único amor que continua às escuras e com tanta tocha acesa à volta... Diga-se a verdade que até nos deu muito jeito! O Campo e nova Praça a que deram o nome do meu querido estão iluminados com uma luz bem desagradável, branca e muito fria. Verifiquei que os senhores da Casa Municipal, finalmente, impediram o estacionamento de carros e carroças sem cavalos na nova Praça em frente ao Grande Barracão. Colocaram uns caixotões com umas plantas a impedir a passagem. Os Romanos do Forum que tenham paciência... Além disso confesso que tivemos uma noite memorável, o Viriato continua em forma!
TANGINA, Querida esposa do Viriato

13/10/2005

Camões canta o nosso Viriato

Lusíadas, Canto VIII estrofe VI:

Assi o gentio diz. Responde o Gama:
- « Este que vês, pastor já foi de gado;
Viriato sabemos que se chama,
Destro na lança mais que no cajado;
Injuriada tem de Roma a fama,
Vencedor invencíbil, afamado.
Não têm com ele, não, nem ter puderam,
O primor que com Pirro já tiveram;



Morte de Viriato

10/10/2005

Beacon, escritor de fim de semana

Como sou de bronze estou sempre de serviço!
Rentrée!
No sábado à noite fui dar uma volta! Obtive autorização do meu Chefe, o Viriato, pedi a bênção ao meu pai, Weylin – filho do lobo, e fui passear um pouco pela zona da Ribeira e do Campo do Viriato. Para começar reparei que ainda não retiraram o cercado da Feira de São Mateus. Aquilo, sem as barracas e as decorações, mais parece um enorme curral! Só faltam as ovelhas ou cabras... Mesmo à frente de Gavin (pequeno falcão) está uma grande caixa de metal, para controlar as tochas que desfeia, ainda mais, o nosso Monumento e a nossa Cava. Tanta tocha acesa... parece-me um desperdício, é exactamente o mesmo número de tochas que iluminavam a Feira! Os canos que levavam a luz e a força para as tendas, lá continuam plantados e são mais que as árvores. A propósito de árvores.. e os belos castanheiros que ladeavam a Avenida Emídio Navarro, sim aqueles que “os romanos” mataram à traição? Que saudades sinto das sua belas e frondosas copas e das suas flores em cacho! Reparei que iniciaram os trabalhos para a reposição do trânsito, nos dois sentidos, através da Feira, como foi exigido pelos meus vizinhos. Confirmei, mais de perto, que várias tendas de comidas e bebidas e a totalidade das barracas das deliciosas enguias, continuam por desmontar. Caminhando para o Grande Barracão (Pavilhão Multiusos) vi que o terreiro, à sua frente, está transformado num enorme parque para carroças sem cavalos e outros veículos com rodas. Vai ficar tudo partido e estragado e depois quem vai pagar ? Os amigos “romanos” do Forum? Fui espreitar o rio e vi que continua muito sujo, o cheiro incomoda até narizes de bronze, e as margens do Pavia estão muito mal tratadas. Vi enormes ratazanas e resolvi deixar a visita ao Forum para outra ocasião...
Caminhando para a Igreja da Nossa Senhora da Conceição da Ribeira, passei ao lado da antiga Central Eléctrica que está ao abandono e com os canteiros e pátio invadidos pelo matagal, pior ainda que a nossa Cava! Que nojeira, tenham vergonha senhores da EDP! Na antiga entrada maior da Feira vi uma grande eira. As lages estão quebradas, sujas, soltas e abanavam debaixo dos meus pés. Também me interrogo sobre quem irá responder... por estes estragos! Vi igualmente obra feita e de muito mau gosto, junto à escadaria da Igreja, e que o terreiro cuja construção obrigou à demolição das casas e à transferência das actividades comerciais de vizinhos meus, está transformado num parque, sem lei, para carroças sem cavalos. Ouvi dizer que os guardas não multam e o povo abusa. Mais à frente, no Largo da Nossa Senhora da Conceição, vi que o Factor C, já reabriu as suas portas e soube que os vizinhos que dormiram sossegados, durante todo o Verão, voltaram ao inferno. Muitos dos clientes desta moderna taberna incomodam, fazem barulho até de madrugada, urinam nas portas, são mal-educados e estacionam as carroças por todo o lado.
...As tabuletas que, antes das obras, impediam o acesso a não residentes, depois das 22 horas, desaparecerem sem deixar rasto. Também fui informado, pelos meus vizinhos, que a taberna pode estar aberta até às 4 horas da manhã e que pode tornar-se um lugar perigoso. A saída de emergência é feita pela cobertura e desemboca num beco sem saída, no “telhado”! Para sair desse impasse é necessário saltar uma rede, vencer um desnível grande e passar por cima de dois tanques de lavar roupa. Depois é só acordar os vizinhos e pedir passagem pelas suas casas ou garagens ou em alternativa derrubar ou saltar vedações, espezinhar culturas e assustar as galinhas! Disseram-me que está tudo legal, porém como diz o Viriato: Sou de bronze mas, não sou burro!
ET: Era para ir ver umas “pitas” e beber umas “beers”... voltei para o meu lugar e empunhei, de novo, a minha lança, sem ponta!
BEACON, GUERREIRO DO VIRIATO!

05/10/2005

Passeando por aí...

Só de loucos ou de quem muito amou!
Fui, talvez pela última vez, que as máquinas estão aí a chegar e vão certamente destruir muitos vestígios do passado visitar a Ponte de Pau. O lugar idílico de muitas recordações da minha juventude e de convívio com vizinhos e amigos. Foi com alguma dificuldade que partindo da Avenida de Salamanca, novo acesso a Santiago, me embrenhei pelo matagal, silvas, fetos e outras plantas bravias que substituiram as outroras bem cuidadas, quintas, quintais e hortas. Está quase tudo ao abandono, apenas vi um pequeno grupo de cabras, animais poucos exigentes, que me olharam de soslaio e que pareciam dizer: “Que anda este gajo a fazer por aqui?”
As cabras continuaram a ruminar e eu rumei à represa onde muitas vezes me banhei nos verões, já distantes, dos anos 60, do século passado.Da ponte de pau que deu o nome ao lugar, que já não conheci, só sobraram as pedras do portal, caídas no leito do rio e o pilar central, onde muitas vezes me sequei e apanhei sol. A represa que agora me parece muito pequena, estava completamente seca e o leito do rio cheio de bolotas e de urtigas. Enquanto caminhava fugiam assustados, dos amieiros e silvados, muitos pardais, pintassilgos e melros de bico amarelo. Lembro-me da represa cheia de outra vida: com água muito límpida, com espuma a saltitar nas pedras, com muitos rapazes, em cuecas ou em “pilau”, brincando e nadando, lavadeiras, peixes, cobras ribeirinhas fugidias e enguias escorregadias. Pensei descer o rio, até ao Poço do Nicolau, caminhando no seu leito, e assim o fiz, apesar de não levar roupa e calçado adequado. Nesta pequena viagem encontrei uma pequena colónia de tabuas, plantas aquáticas curiosas que terminam numa espécie de espiga castanha e cilindrica. A espiga é uma flor unissexual, feminina na parte inferior e masculina na superior. As folhas desta planta, compridas e esponjosas, servem depois de secas, para vedar as aduelas dos pipos, tonéis e selhas de madeira. Verifiquei que apesar da seca extrema, o curso de água não está totalmente seco. Existem vários locais com charcos de água e um pequeno troço, com alguns metros de extensão, com água. Por esse motivo e por não calçar botins de borracha, saí do rio e prossegui caminhando, com muita dificuldade, pela margem. Chegado ao Poço do Nicolau, outrora um local perigoso, confluência com a chamada Ribeira do Pintor, confirmei mais uma vez, que o “poço” está assoreado e que já não chega água vinda da Muna, do Catavejo ou de Travassós. A água existente no troço do rio, do Coval, passando pela Parede Nova e até à Ponte das Barcas é um enorme charco, escuro e malcheiroso, onde ainda sobrevivem carpas e pimpões. Caminhei até à estrada, junto à margem da ribeira, e admirei alguns plátanos que espero a fúria destruidora não venha a abater!
Também aproveitei para provar uma deliciosas uvas, do americano ou morangueiro, que crescem nas margens do rio Pavia e que estavam num estado de maturação que me pareceu perfeito. Um pouco mais à frente colhi umas amoras negras e deliciosas que me souberam maravilhosamente. Ainda sinto no palato o seu sabor e lembro o seu aroma inconfundível e maravilhoso. Os arranhões e os incómodos ficaram esquecidos e um banho, desinfectante e um pouco de eosina, tudo resolvem.
Ribeirinho, Amigo de Viriato

02/10/2005

Noticias de GAVIN

Viseu e Cava do Viriato, 2 de Outubro de 2005
Boa tarde meus amigos! Vou apresentar-me. Eu sou Gavin , ou pequeno falcão, o companheiro mais velho e dedicado do Viriato, certamente que já ouviram falar de mim. Vou já directo aos assuntos que aqui me trouxeram. Fiquem descansado que vou começar pelas boas notícias !Depois do alerta feito, pelo nosso amigo e vizinho - Carlos Vieira, já apareceram os pedreiros e deram início aos trabalhos de arranjo do muro de suporte e acesso à nossa querida Cava. O miradouro estava em risco de ruína eminente e agora irá ser reconstruído. O local fica perto e na confluência da Estrada Velha de Abraveses e a Rua dos Heróis Lusitanos. Esta “estrada velha” foi uma Estrada romana, com início em Viseu que seguindo por Noroeste passava por: Moselos, Bodiosa, Lufinha, São Pedro do Sul e dirigia-se para o litoral onde entroncava com a Estrada de Olisipo para Bracara (Lisboa /Braga). Os relvado junto ao nosso nomumento estão a ser melhor cuidados. Já fizeram desaparecer o pequeno “fosso” que existia do lado do meu escudo, onde se acumulava lixo, já chapinavam rãs e existiu um viveiro de larvas de moscas e insectos vários. O desperdício de água continua espero que não venha a fazer falta... e que depois das eleições não venham os meus amigos a ter a água racionada! A minha ronda porque ando sempre descalço, e não estou já habituado a grandes caminhadas, foi curta. Porém pude verificar que a Cava e o valado continuam a ser umas grandes lixeiras. No final do segundo troço da Cava vi que a máquina de venda de preservativos, “Control”, juro que não estou a ser pago pela publicidade, continua lá ao fundo, pelo menos desde 16 de Julho de 2005. Eu e os meus companheiros, como somos de bronze, não precisamos de usar tais capas, porém aconselhamos aos mortais o seu uso e até abuso... Também confirmei que nada foi, ainda feito, para conter ou reparar o aluimento do muro da fortaleza que já desabou, numa extensão de aproximadamente 25 passos. Como estava descalço, não podia deixar o meu posto por mais tempo e para não ver mais desgraças, voltei para o meu lugar, à esquerda do Viriato, e fiz o relato do que vi e agora vos faço eco. Ficaram todos murchos !
GAVIN

30/09/2005

As ideias é que não me cortam, de certeza!

Graças à maravilhosa combinação de teclas Ctrl+C e Ctrl+V ou que é como quem diz, copiando o que os outros escrevem, deixo-vos a adaptação de dois trechos que encontrei nos comentários aqui colocados:
"(...) Graças à leitura do "Via Rápida", de 15 de Setembro, fiquei a conhecer melhor os companheiros do Viriato. São cinco e segundo disse o Viriato, citado por A Carvalho, eis os seus nomes: a contar de Gavin (pequeno falcão), à direita na foto, que é o mais velho e sabido dos homens do Viriato, e no sentido inverso temos: Brazil (bravo, forte na guerra) irmão do Viriato; Táutalo que foi o sucessor do Viriato; Beacon (o pequeno) e Weylin (filho do lobo). Weylin é pai de Beacon que é o mais jovem do grupo. Acontece que Gavin - segura um varapau e não uma lança, Brazil - não tem a sua adaga, Táutalo - tem o punhal dobrado, como uma rosca, Beacon - segura un chuço sem bico e o seu pai Weylin - segura uma adaga com a lamina partida. Lá no cimo da rocha granítica o Viriato exibe, desafiador, a sua espada torta de que aliás já foi desapossado várias vezes. Assim é mais difícil impor respeito a romanos e outros...(...)"
E, continuando a viajar no tempo:
"(...) Hoje, dia 30 de Setembro de 2005, o meu irmão, Brazil, encontrou entre o lixo que habitualmente rodeia o nosso monumento, um pequeno caderno da campanha de Fernando Ruas. Não queria acreditar... porém é a verdade. Brazil mostrou-me e eu confirmei! Na página 19, vem impressa uma fotografia dos 34 candidatos "laranjas", às Juntas de Freguesia do nosso Concelho. Estão perfilados na nossa escadaria, e eu o Viriato, o ícone maior da Cidade de Viseu, apareço cortado pelos ombros e sem cabeça! Que afronta e que mau gosto... é mais uma mágoa que não irei esquecer facilmente! (...) e, quem não se sente, não é filho de boa gente!
Sou de bronze mas não sou burro
VIRIATO.

Cortem-me a cabeça mas não me cortam as ideias...

28/09/2005

Apelo

Escrevo-vos hoje para vos deixar aqui este apelo.
Sou de bronze mas não sou burro.
VIRIATO

20/08/2005

Crónica da semana

Ainda sobre o Viriato vale a pena ler isto aqui.

Haud semper errat fama

Ontem fui despertado pelo estrondo dos bombos dos Zés Pereira de Quintela de Orgens e vi que as luzes da Feira de São Mateus estavam acesas. Decidi ir ver as novidades. Desci do meu poleiro e como continuo às escuras... ninguém deu pela minha falta. Fui mudar de roupa, calcei umas sapatilhas confortavéis e fui ver a nova feira.
Na porta que ostenta o meu nome reparei que a decoração segue o muro e não está centrada com a entrada ou com a Avenida da Bélgica. Finalmente percebi a razão de ser do muro e da pala...
A decoração é graciosa e apresenta vários arcos curvos, com 5 estrelas muito azuis e de tamanhos variados. É encimada por uma representação de um sistema solar, com o astro central em 3D. Agradou-me bastante.
Vi depois uma rua central, parte da ex-Av. Emídio Navarro, a que irá ser reposta quando a Feira acabar, devido às inúmeras reclamações e protestos dos mercadores e moradores. A iluminação pareceu-me pouco conseguida, é pobre e muito espaçada.
Deitei os olhos às novas barracas, pequenas e com telas de correr em material plastificado que me pareceram muito fragéis e muito pouco seguras. Logo de seguida tive a confirmação, um comerciante tenciona lá deixar, durante a noite, o seu cão para ficar de guarda à barraca.
Outra novidade é que este ano as barracas estão identificadas com o nome do comerciante ou expositor.
Reparei que o palco está de costas para a Rua da Ponte de Pau, ainda bem... vou poder regalar-me, de novo, com o Tony Carreira, já no dia 20!
Até 25 de Setembro vou ver e ouvir outros artistas, na maioria da chamada música “Pimba”! Aqui não houve novidade!
Ao passar junto palco vi um grupo que avançava na minha direcção, em passo estugado, fiquei assustado e afastei-me um pouco para não correr o risco de ser reconhecido. Reparei então que traziam fatos escuros e eram comandados pelo Senhor Dr. Ruas que acompanhava um ilustre ministro, o Senhor Ministro do Ambiente e de outras coisas, Prof. Dr. Francisco Carlos da Graça Nunes Correia e era acolitado pelo Senhor Jorge e Carvalho, da Expovis e por diversos senhores vereadores da Casa Minicipal e distintas autoridades civis e militares.... os habituais.
Dirigiam-se para às barracas das farturas e certamente foram refrescar-se e provar produtos de Viseu como: Farturas à moda de Lisboa, churros recheados e os deliciosos capuccinos ou cinbalinos! Boa!
No palco actuavam as “Cabacinhas de São Tiago”, com muito alegria e com uma tocata com instrumentos bem típicos - os acordeons !
Terminadas estas danças tive que me resguardar rapidamente, pois o “Trem Eléctrico”, da 67ª Volta a Portugal em bicicleta, fazia um barulho esnsurdecedor, mesmo para ouvidos de bronze. Lá no alto ainda vi, balançando-se , duas jovens loiras, demasiado magras e pálidas para o meu gosto...
Novidade é a instalação, o jogo de luz e formas, instalado à esquerda do palco. São vários tramos de arcos cruzados, de cor azul, o mesmo azul das estrelas da entrada. Também gostei.
As ruas são este ano espaçosas, mas com pouca luz. A nossa velha feira valia muito e era apreciada pela variedade e beleza da iluminação, que mudava de arruamento para arruamento. Agora toda essa beleza se foi e no seu lugar ficaram aqueles feios e cinzentos tubos em metal com 2 pequenas lâmpadas em cima.
Na nova zona dos restaurante e das tradicionais enguias, felizmente já não vemos as barracas de anos anteriores. A Feira parecia um bairro de lata em que faltavam condições de higiene e segurança.
Saí pela Porta de São Mateus para apreciar a entrada e fiquei siderado, então não é que colocaram sobre a entrada um “buraco negro”... felizmente não me aproximei demasiado.
Apercebi-me que o povo vinha apressado, com fome de Feira e entrava logo na primeira porta disponível, que no ano passado era apenas porta de serviço e ignorava a Porta de São Mateus.
Existe agora uma nova via que atravessa longitudinalmente toda a feira, desde São Mateus, passando pelo Pavilhão Multiusos e terminando na Porta do Sol Posto. Este arruamento pareceu-me igualmente com iluminação muito sóbria e repetindo, com pequena variação o tema da outra rua.
No pavilhão, onde o calor continua insuportável, montaram de novo “stands” nos corredores, diminuindo a segurança em caso de emergência.
No terreiro em frente ficam as diversões para miúdos e graúdos. Vi muita variedade e sobretudo espaço para passear e deslocar-se de modo seguro, o que não aconteceu no ano passado, em que tudo estava ao monte e motivou enorme críticas.
De costas para o Pavia e para o Forum ficaram as barracas das loiças onde vi velhos conhecidos, do tempo em que eu ficava, iluminado e dentro da Feira e os “cacos” eram vendidos aos meus pés.
Outra novidade são os pequenos veículos eléctricos, para deslocações de deficientes, de técnicos ou socorro no recinto. Vi funcionar o sistema! Um electricista montado num carrinho buzinava furiosamente e procurava romper pela multidão que se movimentava em sentido inverso. Os vistantes olhavam incrédulos e pareciam perguntar: Para onde vai este doido ?
Na Porta do Sol Poente , mais parece que o Sol está a nascer e o aspecto da entrada é muito mau. Dá ideia tratar-se da entrada para um curro! Desculpem mas sempre fui frontal !
Voltando para o meu poleiro e caminhando para a antiga Central Eléctrica, vi que o edifício, Museu da EDP, está encerrado, tem aspecto desleixado e os seus pátios e jardins estão sujos e maltratados.
Continuando o meu caminho entrei noutro mundo.... pareceu-me entrar nun acampamento de bárbaros, como diziam os romanos. Decoração quase inexistente, pouca luz, barracas degradadas, toldos velhos, piso irregular. Vi uma feira lastimável, foi então que percebi a razão da nova entrada, aquela que o povo apressado usa! Mas que contraste, afinal a feira velha continua... apesar dos ares de modernidade.
Não vi a tradicional Feira do Artesanato, nem qualquer instalação sanitária. Como nos WC do Multiusos havia fila, em especial nos das senhoras, voltei para junto dos meus amigos e fui mijar atrás do cedro.
Sou de bronze mas, não sou burro !
Viriato
ET: Viriato, grato por mais este teu post. Razão tem o povo e daí o titulo: Haud semper errat fama (O povo (ás vezes) aumenta, mas não inventa!)

Um sinal dos Romanos

Depois do Viriato nos primar com o seus passeios pela cidade é chegada a vez de mais um leitor. E, imaginem que neste amor pela cidade que queremos melhor até os opostos se aproximam. Desta vez é Sertório que nos manda uma mensagem! Ora leiam:
"Vou contar-lhe um segredo. Eu sou o ex-General Romano Sertório, grande amigo do Viriato de quem fui o continuador, depois de desiludido com Roma. Por esse motivo conheço bem esta linda cidade e já por várias vezes, a convite do Viriato – o Lusitano, vim visitar-vos. A última vez foi em 1999 e no dia 19 de Setembro. Vou contar-lhe mais um segredo.... participei, sob disfarçe, na 19ª Meia Maratona de Viseu, organizada pelo Grupo Desportivo «Os Ribeirinhos». Além de gostar muito de correr houve outro motivo que me levou a participar nesta competição. Prestei , mais uma vez , homenagem ao herói Lusitano que com orgulho «Os Ribeirinhos» estampam nas suas camisolas. Para quem não souber o estandarte do GDR tem as as cores do Município, vermelho e amarelo, e apresenta o meu amigo em posição de desafio às águias romanas - tal como está na sua estátua. Não vou dizer em que lugar fiquei, pois isso iria conduzir, concerteza, à descoberta do meu pseudónimo. Garanto-vos que fiquei num lugar honroso para a minha idade e condição! Ora acontece que tive conhecimento da visita que fizeram ao Fontelo o Viriato e D. António Alves Martins... Lembrei-me que nesse ano a organização da Meia-Maratona de Viseu, me ofertou uma pequena publicação, que guardei com carinho, onde vinha inserido um texto intitulado :«Viseu – Cidade», retirado «com a devida vénia do Jornal Voz das Beiras», sem a indicação do seu autor e que referia o seguinte relativamente ao Fontelo. «... O do Fontelo foi votado ao ostracismo. Tem dois únicos atractivos : a sombra da mata, no Verão e a bela plumagem dos pavões. Não terão ainda os jovens arquitectos municipais pensado naquele espaço? Será necessário um concursos de ideias?». E por hoje é tudo, como continuador do Viriato.....Grato pela boa atenção.
SERTÓRIO"
Pois é, nós é que agradecemos e esperamos vê-lo por cá mais vezes!

12/08/2005

Correio dos leitores

Caro Viseu Senhora da Beira!
Viseu e Cava de Viriato, 11 de Agosto de 2005
Agradeço a publicação desta minha missiva, porque chegou aqui ao meu poleiro um «zum-zum» sobre o acontecido na minha última visita ao Fontelo. O meu amigo, o Senhor Bispo- D. António Alves Martins, faleceu no Paço do Fontelo, pobre como bom franciscano, no dia 5 de Fevereiro de 1882. Foi uma figura algo polémica por ser directo e frontal. Rafael Bordalo Pinheiro, enorme artista e caricaturista de muito mérito, o criador do Zé Povinho – o tal do manguito, representou este meu grande amigo, no seu «Álbum das Glórias» publicação que continha as figuras mais importantes da vida política e social portuguesa dos finais do Sec. IXX, da seguinte forma: Desenhou e pintou uma figura austera, decidida, confiante, de ar desafiador que se apoiava, à esquerda, num varapau e com a seguinte legenda:«Moralidade e marmeleiro» - gravura nº 22 de Novembro de 1881. Como descrevi irritou-se muito. O caso não era para menos.... se a República entregou o Fontelo à Câmara, para ser Passeio Público, não foi certamente para o ver hoje desprezado, maltratado e sujo. Assim sendo e para os que eventualmente não tenham entendido a reacção de D. António e o seu desabafo e vou esclarecer: Os porcos e sujos são, evidentemente os utentes do Parque e da Mata que os não sabem respeitar e usam os espaços como lixeira e evacuam nos locais mais recatados. Os ignorantes e esbanjadores são menos e podem ser encontrados na Casa Municipal. E já agora confesso que evitei levar o Senhor D. António à antiga Capela da Mata, junto a Gumirães, e à zona das lajes e dos medronheiros, mais acima e perto do antigo canil, para que ele não visse o seguinte e triste panorama: A Capela abandonada e vandalizada há muitos anos, acabou por ruir. As paredes restantes foram «deligentemente» consolidadas e hoje servem de latrina. O pequeno lameiro junto às lajes dos medronheiros, com ervas altas e feno seco poderão ser um óptimo rastilho para um fogo florestal.Sempre amigo e presente, Sou de bronze mas, não sou burro!
VIRIATO

Viriato, é um prazer publicar os teus escritos! Manda sempre...

Histórias antigas... ou não!

O Viriato num blog aqui ao lado, conta uma história dum passeio que deu um destes dias pelo Fontelo acompanhado pelo D. António Alves Martins (antigo Bispo de Viseu). Ora leiam e vejam lá se isto não fossem coisas da história... qualquer semelhança com a realidade é coincidência, ou não!
"Como prometido fui uma destas manhãs, no domingo passado, visitar o Fontelo e consegui convencer o meu amigo o ex-Bispo de Viseu, D. António Alves Martins a acompanhar-me. De início estava relutante e desculpou-se com a sua artrite, por fim lá fomos subindo do seu jardim na Santa Cristina, um dos melhores da nossa cidade e que ainda mantém as características que o diferenciam dos jardins modernos e baratos de manter de que a CM Viseu tanto parece gostar, em direcção ao Fontelo. Depois de passado o portal da Quinta de São Miguel deparámos com a estrada bastante deteriorada, por motivo das obras com o gás natural e com uma rotunda muito bem cuidada mas, o Portal da Cerca estava desfigurado com dois cartazes e duas floreiras. Que mau gosto ... D. António começou a mostrar descontentamento... Passado o portão da Avenida José Relvas e logo à direita, observámos as obras do novo campo de Futebol de 7, das Piscinas e do Campo 1º de Maio, obras importantes mas há já muito tempo devidas, feitas ao sabor dos ciclos eleitorais e de interesses de terceiros. D. António voltou a agitar-se... À direita as sebes estão muito mal tratadas e por aparar, não existem instalações sanitárias e como a bexiga do Senhor Bispo já não é o que era... Os jardins e canteiros estão esquecidos, foram há pouco instalados novos caixotes, em madeira, para o lixo, o parque das merendas apresentava-se varrido e limpo, faltava porém água, a da bica parecia de qualidade duvidosa, pouca e o tanque estava muiíssimo sujo. Faz muita falta a barraca que até a pouco vendia bebidas, refrescos, gelados e alguns alimentos. Ao meio-dia as mesas estavam apinhadas de gente, excursionistas de passagem que aproveitavam a sombra. Também um gato, grande, gordo, preto e malhado se passeava por ali à procura de comida e de algumas festinhas.O Pavilhão Desportivo, uma das vergonhas da Câmara, será remodelado em breve? Os taludes estão muito maltratados, os cedros a precisar de limpeza e ao lado, junto à Associação de Futebol de Viseu e já na Quinta de São Miguel, situa-se uma pequena lixeira e as casas de banho...que são ao ar livre.... é só saltar o muro para gozar de alguma privacidade! Entrando na mata e subindo à direita foi possível ver pedras a esmo, garrafas, embalagens variadas, excrementos humanos, mais lixo e caminhos em mau estado. Na mata que foi invadida pelas heras ou está coberta de folhas e lixo, fica tudo: árvores secas e quebradas, ramos partidos, secos, cepos de árvores e restos de alguns raros trabalhos de “limpeza”. Não descortinámos árvores novas e cuidadas. As mortas e doentes não são abatidas, nem substituídas, caminhos limpos e varridos só como se diz, “onde passa a procissão”. Silvas e outros invasores podem ser facilmente encontradas, à esquerda de quem sobe, na zona que antecede o portão que dá para a estrada de Mangualde. Os pequenos lagos que existem mais abaixo estão muito sujos. À medida que descíamos para o Largo de São Jerónimo, o Senhor Bispo mostrava-se cada vez mais indignado e já começava a brandir o bastão a que se arrimava. No largo vimos os restos de velhos carvalhos que ficaram a “servir de enfeite” no meio do alcatrão e duas árvore novas, as únicas que denotavam alguma intervenção humana. A Fonte de São Jerónimo, local de boas recordações de D. António, encontrava-se suja, com teias de aranha e com a fonte e o tanque com aspecto desleixado. Por ali vivem duas pequenas e esquivas rãs que apanhavam banhos de sol e fugiram, para de baixo de uma lage, logo que nos avistaram. Beber, nem pensar... demasiada sujidade e se não houver cuidado é trambolhão pela certa. No recente e moderno bar mudaram a posição do balcão e é agora mais fácil aceder à única casa de banho, legal, existente em todo o parque. Junto da Glorieta a Grão Vasco, onde apreciámos uma boa reprodução em azulejos da sua obra prima – o quadro São Pedro, vimos que foram feitos alguns trabalhos de restauro mas continua a haver lixo. Algumas papeleiras existentes nessa zona foram vandalizadas e ainda não substituídas. O Parque Infantil foi remodelado e tem o acesso mais facilitado, pela nova calçada em cubos de granito e um corrimão em metal. Colocaram também uma grade de madeira junto ao parque para garantir a segurança dos utilizadores. Finalmente estão a proceder à reposição da calçada, junto ao muro nascente do estádio, trabalho que deveria ter sido feito há muitos anos, de saudar as flores que estão a plantar ao longo do caminho. Na zona em ruínas onde em tempos existiu um cercado que guardava um lobo, um pombal com rolas e outras aves e onde no Sec. XVI, no tempo do bispo D. Miguel da Silva (1525-1540), teriam existido passareiras, com aves raras e exóticas que eram motivo de admiração para toda a Europa, pontifica hoje o desleixo e a desolação. Quanto à operação de limpeza das heras. É uma boa iniciativa porém está a ser mal executada, é necessário cortar no solo as heras em redor do tronco e não apenas cortá-las no tronco e afastá-las um pouco. Estas tarefas devem ser efectuadas com frequência para se obterem alguns resultados. De seguida fomos visitar o antigo jardim do Paço e confirmámos que está muito diminuído pelas amputações efectuadas para construir os campos de ténis, o ringue, viveiros e estufas. Apesar de tudo ainda mantém muito do encanto do traço renascentista de Francesco de Cremona, arquitecto que D. Miguel da Silva trouxe de Roma, cidade onde foi embaixador, tendo como amigos o Papa Leão X e o genial pintor Rafael. Foi este Bispo, mais tarde Cardeal que encomendou a Vasco Fernandes, Grão Vasco, os retábulos da Sé.Do jardim passámos ao antigo Paço Episcopal de Viseu, o Senhor Bispo comoveu-se e gostou do que viu.A recuperação do antigo Paço, da capela de Santa Marta e dos anexos agradaram-lhe muito. Vi um brilho nos seus olhos, belo trabalho! Disse comovido. Depois foi uma chatice, o meu amigo viu o que andam a fazer no lameiro da quinta, falo da Avenida Engº Messias Fuschini, ficou furioso com tal palermice, levantou o bengala e fazendo juz a sua fama de agressivo e justiceiro disse:Vou buscar o marmeleiro e vou desancar os porcos, sujos, ignorantes e esbanjadores que são os responsáveis por todos estes desmandos!Tive dificuldade em segurá-lo! Queria ir logo dar umas arrochadas, ficou tão furioso e fora de si que pensei que ia morrer outra vez!
SOU DE BRONZE, MAS NÃO SOU BURRO
VIRIATO

Viriato... veia não te falta! Vai aparecendo! Não fiques só estátua

05/02/2005

A nossa Alma

VIRIATO…

Foi nesta região das Beiras do Portugal interior, arcaico e profundo, outrora, parte integrante e directa da antiga Lusitânia, foi muito particularmente nesta histórica, progressiva e acolhedora cidade de Viseu, que ficaram plasmadas, para sempre, na memória e no imaginário do nosso Povo, as passadas destemidas, os gestos fortes e a alma tutelar do Grande Viriato («Viaraço»), mítico herói consagrador da ideia de “Lusitanidade” («Libertador da antiga Lusitânia»1; «o meu nome de ibero é Viriato»2), senhor de um invulgar autodomínio e frugalidade e de um desprendido despojamento dos bens terrenos, dotado de rara destreza, valentia e sagacidade («muy ligeyro, muy valente e muy ardido»3) e de um apurado e quase sacral sentido demótico da escuta e da justiça e de um incarcerável impulso para a liberdade e a independência4, de uma indomável capacidade de sofrer, resistir e lutar contra o poder imperial de Roma («o Pastor […], cuja fama ninguém virá que dome, / Pois a grande de Roma não se atreve»5; «destro na lança mais que no cajado / […] vencedor invencíbil, afamado»5; «desperto nunca foi vencido»6), em suma, incomparável protagonista da ousada assunção de uma identidade cultural e de um destino colectivo a cumprir («Podemos vir a ser amigos de Roma; mas temos o direito de não querer ser Romanos!»7)… Por isso é que, nas próprias muralhas de granito desta secular cidade-fortaleza, bem pode captar-se a fundura, telúrica, vital e antrópica, de um autonómico e universalista sentido épico, inspirador e arquitector da história de cada um dos Povos que integram a nossa planetária Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): no sangue e na alma das nossas gentes, desde as suas raízes e abismos seminais, circula, incontornável, o “ADN arquetípico” de Viriato: no Ipiranga, em Luanda, no Maputo ou em Baucau, como nos Montes Hermínios… Aqui, poderemos todos partilhar, na mesma “pátria da língua”, a procura de um renovado e global alento, através da redescoberta dos fluxos míticos primigénios e dos tonificantes afectos, energias e sinergias, indispensáveis à realização de sonhos e projectos, indispensáveis à poética instauração de esperanças e utopias…

Fernando Paulo Baptista

(1) Garrett, poema “A Caverna de Viriatho”, Flores sem Fruto in Lírica Completa, Lisboa, Arcádia, 1963, 270-279. (2) Miguel Torga, Poesia Completa, Lisboa, Dom Quixote, 707-708. (3) Cf. Crónica Geral de Espanha de 1344, II, 100. (4) Mauricio Pastor Muñoz, Viriato — A Luta pela Liberdade, Lisboa, Ésquilo, 2003, 86-92. (5) Camões, Os Lusíadas, III, 22; VIII, 6. (6) Brás Garcia de Mascarenhas, Viriato Trágico, I, 1: cf. http://www.ipn.pt/literatura/mascare.htm. (7) Diogo Freitas do Amaral, Viriato, Lisboa, Bertrand, 60.

Daqui te observo!...